Homofobia Basta!

Religiosidade sem preconceitos #HomofobiaNAO #DireitosHumanos

Posted on: 6 de julho de 2011

Setores religiosos marcam posição contra homofobia para mostrar que conservadorismo não é unanimidade entre fiéis

De um lado, representantes de bancadas religiosas atacam os homossexuais e seus direitos como cidadãos. De outro, a apropriação da palavra bíblica no lema da parada LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) de São Paulo: “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia”. Apesar de recentes e constantes demonstrações de intolerância religiosa contra as pessoas que se atraem pelo mesmo sexo, nem sempre a religião e a homossexualidade estão de lados opostos.

Promovido pela Rede Ecumênica de Juventude (Reju), pela entidade Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço, pela Paróquia Anglicana Santíssima Trindade e pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, um ato inter-religioso e um painel foram dedicados ao tema “Religião e homoafetividade”, nos dias 9 e 10 de junho. Um grupo de igrejas cristãs organizaram uma petição pública em apoio ao PLC 122, que criminaliza a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero e tramita atualmente no Senado. Na programação oficial do 15º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo – que culmina com a parada, dia 26 – diversas atividades colocam a relação entre religião e sexualidade em discussão. Um dos blocos previstos na marcha é dos religiosos contra a homofobia.

 

O amor lança fora todo medo”

Com esse tema bíblico, um luterano doutor em teologia, um padre e teólogo católico e uma mãe de santo se sentaram à mesma mesa para debater as concepções das religiões e a relação com a homossexualidade e a homofobia.

Anivaldo Padilha, membro da Igreja Metodista e militante do movimento ecumênico desde a década de 1960, fez a mediação da mesa, apontando que nenhum religioso com posições contrárias aceitou participar do debate. “A homofobia muitas vezes é justificada por argumentos teológicos. No entanto, os conservadores não representam todos os religiosos”, apontou.

Iya Maria Emilia d´Oyá, da Casa de Culto ao Orixá Ventos de Oyá (candomblé da tradição Ketu), presidente da Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros de São Bernardo do Campo e assistente social da prefeitura da mesma cidade, apontou que as religiões afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda, possuem uma relação diferente com o sagrado em relação às religiões cristãs. Para essas religiões, os orixás são a ligação com os sentimentos e com a natureza. “Não temos livros sagrados. Nossa tradição é oral. A sexualidade é vivida e experimentada de maneira muito tranquila. A relação sexual é vista como uma troca de energia, sem indicação de formas”, disse.

Mãe Emília, como é conhecida, complementa que há homossexuais fazendo parte dos cultos de candomblé e umbanda porque são religiões que os acolhem. “Quem já é excluído na sociedade, se sente confortado”, aponta. Ela coloca que o grande desafio é colocar a questão para diálogo, dentro e fora dos templos de qualquer religião. “A religiosidade, de qualquer tipo, pode ser uma grande arma para enfrentar a discriminação”.

James Alison, padre e teólogo católico, apresenta as bases da doutrina para explicar a tensão entre a Igreja e a homossexualidade, colocando a relação entre a natureza e a graça. “A graça aperfeiçoa a natureza. Chegamos a ser filhos de Deus sendo o que a gente é; no florescimento da graça”. Ele explica que até muito recentemente – há menos de 50 anos – não havia conflitos entre a população LGBT e a doutrina da Igreja católica porque não havia reconhecimento dessa população. “Não era reconhecido o ser das pessoas, eram apenas atos homossexuais”, aponta.

Com a visibilidade da causa gay e o reconhecimento de que não se poderia confundir o ser e o ato, o Vaticano finalmente se pronunciou sobre o assunto, reconhecendo que a orientação sexual não é pecado, apesar de que algumas práticas ligadas a ela podem ser assim consideradas por membros do clero. “Compreende-se que ser gay não é ser um heterossexual defeituoso; é criação de Deus. Aí vem o problema da inércia clerical, em fazer valer o entendimento que ser gay é algo que algumas pessoas simplesmente são”, coloca.

 

Sequestro simbólico

O luterano André S. Musskopf, doutor pela Escola Superior de Teologia, argumenta que a questão está ligada ao controle dos corpos e do desejo das pessoas, para o controle da riqueza e do poder. “Religião, sexo, política e poder não podem ser separados. É através desse controle que se mantém o status quo”, aponta. Ele reforça que a escolha do tema da Parada LGBT foi muito oportuna, pois salienta que a palavra de Deus pertence ao povo, não a instituições religiosas que promovem um “sequestro” dos bens materiais e simbólicos.

“O ‘amai-vos’ tem uma dimensão política e civil, da garantia de direitos, mas também uma dimensão teológica e religiosa, na medida em que o amor é o que nos move em direção aos outros, o que nos motiva na vida. Precisamos parar de ter medo dos fantasmas e entender que a homossexualidade não precisa ser justificada, é algo comum e próximo de todos”, afirma.

 

Fonte: Brasil de Fato 

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Gostou da proposta? Quer fazer parte de um projeto que propõe uma religiosidade sem preconceitos? Esta afim de ampliar sua visão espiritual a respeito de temas tão polêmicos como: Aborto, Homossexualidade, liberação da maconha, etc… ? Ver o que os mais diversos líderes religiosos pensam a respeito disso! Ver que nem todos os cristãos são contra a homossexualidade, nem mesmo os que são de Igrejas Fundamentalistas tais como: Metodista, Presbiteriana, Católica! Disposto a aprender a viver sem preconceitos? Talvez goste de participar da Rede Ecumênica da Juventude! Eu me inscrevi, se inscreva também!

Reju Rio

Programação
Sub-temas
Assessoria
Análise Social
Segunda:
O sistema capitalista e o futuro do planeta: Sociedade de consumo x sociedade do bem-viver
Pedro  A. Ribeiro de Oliveira– sociólogo, PUC-Minas, Iser Assessoria
Terça:
Experiências reveladoras de outro modo de ser no planeta: Comunidades originárias e o Bem-Viver
José Maurício Arruti –antropólogo, PUC-Rio
 Laura Maria dos Santos – autodidata em educação diferenciada e cultura quilombola, Paraty, RJ
Aprofundamento bíblico, teológico e pastoral
Quarta e Quinta:
Fé e ecologia na Bíblia
Mercedes Lopes – biblista, assessora do CEBI
Sexta:
Pistas de Ação (construção coletiva)

Apresentação das oficinas e Celebração de encerramento

Névio Fiorin – Iser Assessoria
Bem-Viver
Hoje nos damos conta que o capitalismo não tem patologias. Ele é uma patologia.
Em oposição à lógica do capitalismo neoliberal que propõe “viver melhor” com mais consumo que ameaça o equilíbrio ecológico e social, as novas Constituições da Bolívia e Equador incluem entre seus fundamentos os conceitos Sumak Kawsay (quéchua), Suma qamaña (aimara), Teko Porã (guarani), traduzidos pela expressão “Bem-Viver”.
Trata-se de um novo conceito para redefinir nossa presença no planeta para que todos possam ‘viver bem’. Essa é a utopia comum a muitos povos originários que se expressa na busca da “Terra sem Males”, ou mais recentemente na afirmação que “Outro mundo é Possível!”.
A expressão Bem-Viver significa, em primeiro lugar ‘viver bem entre nós’. Trata-se de uma convivência comunitária intercultural, sem assimetrias de poder. É um modo de viver sentindo-se parte da comunidade e em harmonia com a natureza.
A comunidade não é formada só de humanos. Comunidade é tudo: animais, plantas, água, minerais.
Isso muda muita coisa!
Programação
08h00 – Chegada
08h15 – Momento de Espiritualidade
08h30 – Exposição da assessoria
10h00 – Grupos de estudo
12h00 – Almoço
13h30 – Plenário / Oficinas
17h30 – Celebração
18h00 – Encerramento do dia
O que é o Curso do Rio
O Curso do Rio, promovido pelo Iser Assessoria em parceria com leigas e  leigos que atuam em diferentes pastorais, é um espaço de formação teológico-pastoral e sócio-política, de partilha de experiências comunitárias e de celebração da fé.
Refletindo sobre as novas questões e os desafios da prática social, tem como objetivo capacitar pessoas para desenvolverem atividades que favoreçam a cultura da paz e dos direitos humanos e incentivá-las a participarem de forma organizada na transformação da sociedade brasileira.
Trata-se de um curso:
Popular: dirigido a leigos e leigas que atuam nas comunidades, pastorais, projetos e movimentos sociais;
Ecumênico: lugar de partilha e comunhão entre pessoas de diferentes Igrejas ou religiões;
Participativo: o curso é feito em mutirão envolvendo participantes e suas comunidades, voluntários das equipes de serviço, oficinas, assessores e conta com o apoio de diversas comunidades e instituições.

Oficinas: As oficinas, dentro da proposta metodológica do Curso do Rio representam um espaço de aprendizado, onde a partilha do saber é concretizada. São instrumentos que ajudam a traduzir, em novas linguagens, os conteúdos apreendidos e vividos no curso. Têm como base os princípios da Educação Popular e visam encontrar formas descontraídas e dinâmicas que ajudam nos trabalhos das comunidades e ou movimentos. As oficinas não visam formar técnicos, mas oferecer uma base importante para se iniciar um trabalho.  Cada participante fará uma oficina. Na inscrição assinale duas opções (para o caso de alguma já estar preenchida.
01. Agroecologia e agricultura urbana: – Esta oficina estimula o aproveitamento de pequenos espaços para o cultivo de alimentos, plantas medicinais e criações de animais, sob um enfoque agroecológico. Trabalha a partir das experiências e dos conhecimentos das pessoas e comunidades, facilitando o acesso aos conhecimentos técnicos
Oficineiro: MARCIO MATTOS DE MENDONÇA  – AS-PTA (ONG especializada na área)
02. Atenção à Pessoa Idosa (+Saúde alternativa): – A oficina pretende… (em construção)
Oficineiras: Theresina Felippi  e Lúcia Ribeiro
03. Espiritualidade do corpo: Como escutar o corpo – Escutar nosso corpo, do ponto de vista físico e espiritual;  conhecer o próprio corpo observando como cada parte acolhe o Sopro da Vida; Viver a espiritualidade no corpo e a partir do corpo; Experimentar o Divino que vincula, unifica e restaura a inteireza vital; Acordar os sentimentos para elaborar, cuidar e amar a vida.
Oficineira: Irmã Malathi
04.  Dança e Bem-Viver: – (em construção)
Oficineira: Adriana Alves de Souza
05. Juventude e participação sócio-política: – A oficina trabalha. (em construção)
Oficineiro:
06. Teatro Popular: – A oficina se propõe trabalhar sobre. (em construção)
Oficineiro: JOSÉ AUGUSTO LIMEIRA DA SILVA
07.  Vídeo Popular com celular e máquina fotográfica: – Esta oficina se. (em construção)
Oficineiro: Luiz Alberto
 (Na ficha de inscrição assinale duas opções de oficina, bastando indicar o número)
Destinatários: O Curso se destina, principalmente, a pessoas que atuam em Comunidades, pastorais sociais, projetos comunitários e movimentos sociais.
Se houver um número maior de inscrições haverá um processo de seleção.
Não haverá inscrição depois do prazo: 19 de julho!

Para se inscrever entre no Blog: www.rejurio.blogspot.com

 

 

1 Response to "Religiosidade sem preconceitos #HomofobiaNAO #DireitosHumanos"

é bom ver que tem gente “sóbria” entre os religiosos

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Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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