Homofobia Basta!

Preconceito faz mal a saúde #DireitosHumanos

Posted on: 5 de julho de 2011

O preconceito é definido como um incômodo interior que leva a julgamentos negativos e uma postura preconcebida de tudo que foge dos “padrões” de uma sociedade autoritária e impositiva. As principais formas são: o preconceito racial, social e sexual.

A manifestação mais cruel do preconceito são as ações e omissões discriminatórias, pois viola direitos e conduz a violência, intolerância, estigmatização por estereótipos e marginalização baseado unicamente nas aparências e empatia.

O preconceito também induz a alienação ao reduzir a capacidade de pensar por si mesmo, disseminar a alienação é muito interessante na ótica do capital e perpetuá-la é compactuar com a lógica da competição e superioridade de uns contra os outros. 
No campo perceptivo o preconceito bloqueia os sentidos – das emoções, afetos, saberes, no modo de relacionar-se e agir sobre o mundo. Mas quando ampliamos a percepção desses fenômenos é possível a aceitação das individualidades, corroborando com infinitas possibilidades da existência favorecendo a saúde emocional e afetiva.

Realidade nada colorida: 
– JAMAICA (1997): dezesseis prisioneiros com HIV suspeitos de ser homossexuais foram assassinados e incendiados, outros cinqüenta ficaram gravemente feridos. A violência ocorreu à suposição que todos fossem gays ou lésbicas. 
– UGANDA (país africano, 1999): Cristina e quatro amigos defensores dos direitos humanos dos gays e lésbicas foram detidos durante uma reunião, posteriormente, agredidos e torturados num centro secreto de detenção da Uganda, Cristina foi violentada várias vezes. 
– CHIGAGO (EUA, 2000): Jeffrey Lyons, heterossexual de 39 anos foi violentamente agredido por um grupo de oito ou dez policiais, porque foi visto abraçando um amigo em frente a um bar. Sofreu fraturas ósseas e danos neurológicos. 
– ARGENTINA (2000): a travesti Vanessa L. Ledesma foi presa em meio a uma briga de bar, após 05 dias, Vanessa estava morta, a polícia alegou parada cardíaca, mas a autópsia confirmou sinais de tortura. 
– TERESINA (Brasil, 2009): um rapaz passava pela avenida e tentou agredir com um cinto um travesti que fazia programa na região e foi salvo por um grupo de amigos gays que estava no local. 
– RIO DE JANEIRO (Brasil, 2010): Alexandre Ivo, 14 anos, foi sequestrado de madrugada por um grupo de jovens enquanto esperava o ônibus. O adolescente foi torturado e asfixiado até a morte. Suspeita-se que a ação foi feita por um grupo de skinheads.
A partir dos anos 80 aconteceram muitas conquistas, os grupos de visibilidade suplantaram a semente da igualdade de direitos e políticas públicas voltadas a esta população denunciando a homofobia e as agressões cotidianas regulamentadas pelo Estado, na medida em que não assegura e legitima direitos. 

Muitos intelectuais e artistas assumiram sua orientação, porém, não vejo muitas ações concretas ou reflexão que leve ao empoderamento do grupo como um todo – o que, em tese, facilitaria atitudes e comportamentos para criar uma maior aceitação social por parte dos heterossexuais – e os pensadores homossexuais contemporâneos estão com a mente mais dentro do armário que os adolescentes que resolvem assumir sua orientação. 

Porque uma psicoterapia afirmativa para LGBTs? 
Quem assume a identidade de gênero ou orientação sexual precisa tanto de psicoterapia quanto os heterossexuais. A questão entra em choque quando não há aceitação por parte do próprio homossexual, quando o armário é o único ambiente seguro contra a discriminação no trabalho e expectativas da família e dos amigos.
São muitos os dilemas e conflitos internos – Por que logo eu? E agora o que faço? Como lidar com esta situação? Podendo gerar muita repressão, medo, angústia, culpa, autorejeição e baixa estima. 
Infelizmente, ainda existe pouco atendimento qualificado e especializado, há colegas profissionais que mantém equivocados programa de reabilitação que difundem a idéia de que os LGBTs são portadores de alguma desordem “psíquica” paralela a idéia de cura apregoada por muitas crenças religiosas.
O psicoterapeuta que objetiva atender a população LGBTs necessariamente precisa se despir de todo e qualquer preconceito, desconstruir mitos e conhecer a realidade: 
– carece de compreensão e apoio nas dificuldades conjugais, familiares e profissionais.
– necessita romper com os mitos de que não serão pais/mães adequados, filhos dignos de amor e respeito e nutrir amigos fora do circuito gay;
– se que vivem uma vida promíscua;
– são mal amados, infelizes e incapazes de manter relacionamentos afetivos duradouros;
– não podem ser felizes mantendo uma identidade de gênero feminina ou masculina.
– de quem já foi (ou é) ridicularizado e humilhado;
Você que já foi banido dos contos de fadas, do imaginário social, das expectativas familiares, se sente rejeitado e desprotegido dos referenciais positivos para a plena conquista do autorespeito e autoestima, mas quer se libertar. 
A psicoterapia poderá ajudá-lo a Ser acolhido na primeira pessoa, num ambiente acolhedor que propicie a modificação do diálogo interno, no resgate da sua trajetória para transcender para um futuro de crescimento mais incentivador e amoroso do qual não tenha usufruído quando criança até os dias atuais.

Referências bibliográficas:
Silva, Rose e Ackermann, Lucianna. A estupidez da Intolerância. Revista Fórum: outro mundo em debate, nº 03, pg. 12, 2002.
Borges, Klecius, Terapia Afirmativa: uma introdução à psicologia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais, Ed. Gls, 2009.
Castanela, Marina, A experiência homossexual: explicações e conselhos para os homessexuais, suas famílias e seus terapeutas, ed. A Girafa, 1ª edição, 2007.
http://www.dhnet.org.br/w3/ceddhc/bdados/cartilha14.htm
Para saber mais:
http://luiz-mott.blogspot.com/
http://paradalesbica.com.br/
Facco, Lúcia, As heroínas saem do armário: literatura lésbica contemporânea, ed. GLS, 2004.
Chauí, Marilena, Repressão Sexual essa nossa (dês)conhecida, ed. Brasiliense, 12ª edição, 1984.
Portinari, Denise, O discurso da homossexualidade feminina. ed. Brasiliense, 1ª edição, 1989.
Fry, Peter e MacRe, O que é homossexualidade. Ed. Brasiliense, 5ª edição, 1983.
Swan-Navarro, Tania. O que é lesbianismo, ed. Brasiliense, 1ª edição, 2000.

1 Response to "Preconceito faz mal a saúde #DireitosHumanos"

essas listas de ataques deveriam ser mais ampliadas!

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Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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