Homofobia Basta!

A Doença dos fundamentalistas religiosos

Posted on: 5 de julho de 2011

Estamos vivendo uma época em que religiosos e políticos estão fazendo de tudo para aparecer, desde pequenos discursos a marchas pró-segregação, como explicar tais atitudes? Como explicar a perseguição religiosa? Porque a fissura de fundamentalistas políticos, religiosos, famosos pelos LGBTs – fissura essa, de tirar o direito -, voltaremos cerca de 150 anos atrás para explicar tal fato.

Podemos citar aqui, como causa de tal fenômeno que “pega” a histeria de conversa, que varia de sintomas corporais mais diversos, paroxísticos ( exe: crise emocional com teatralidade, querendo se amostrar, aparecer ao público ).

Foi na medida em que Freud descobriu no caso da Histera de conversão trações etiopatogênicos importantes, que a psicanálise pode referir a uma mesma estrutura histérica quadros clínicos variados que se traduzem na organização da personalidade e no mode de existência, mesmo na ausência de sintomas fóbicos e de conversões patentes ( ou seja, para ser histérico não precisa ter um grau acentuado de descontrole mental ou comportamental ).

Encontra-se especificamente a histeria na predominância de um certo tipo de identificação e de certos mecanismos ( particularmente o recalque, muitas vezes manifesto ).

A noção da doença histérica  é muito antiga, visto que remonta a Hipócrates. Sua delimitação acompanhou as metamofoses da história da medicina. 

No fim do século XIX, particularmente sob a influência de Charcot, o problema colocado pela histeria ao pensamento médico e ao método anatômico-clínico reinante estava na ordem do dia. Muito esquematicamente, podemos dizer que a solução era procurada em duas direções: ou, na ausência de qualquer lesão orgânica, referir sintomas histéricos a sugestão, a auto-sugestão e mesmo a simulação ( linha de pensamento que será retomada e sistematizada por Babinski), ou dar a Histeria a dignidade de uma doença como as outras, com sintomas tão definidos e precisos quanto, por exemplo, uma afecção neurológica ( trabalhos de Charcot ). O caminho seguido por Breuer e Freud ( e, em outra perspectiva, por Janet ) levou-os a ultrapassar essa oposição, Freud, como Charcot – cujo ensinamento, como se sabe tanto o marcou -, considerava a Histeria como uma doença psiquíca bem definida, que exige uma etiologia especifica. Por outro lado, procurando estabelecer o “mecanismo psiquíco”, ligou-se a toda uma corrente que considera a Histeria uma “doença por representação”. Como se sabe, o esclarecimento da etiologia psíquica da histeria é paralelo as descobertas principais da psicanálise ( inconsciente, fantasia, conflito defensivo e recalque, identificação, transferência, etc… )

Caso ainda esta característica responsável por sua classificação (traço), subtraia desta pessoa (personalidade) a liberdade necessária para que ela seja livre e desimpedida de qualquer estigma limitador de sua maneira de reagir ao mundo (prejuízo), aí então, ao invés de estarmos apenas diante de um certo tipo de personalidade, estaremos diante de um Transtorno de Personalidade.

No histérico, o traço prevalente e mais unanimemente reconhecido entre diversos investigadores é o “histrionismo”. A palavra, que significa teatralidade, surge na Roma antiga para designar como histrião o comediante que representava papeis.

Portanto, o histrionismo do histérico é representado por seu caráter afetado, exagerado, exuberante como se estivesse fingindo. Sua representação sempre varia de acordo com as expectativas da platéia. É um comportamento caracterizado por colorido dramático, extrovertido e eloqüente, com notável tendência em buscar contínua atenção.

histriônicos tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções ou quando não recebem elogios e aprovações. São pessoas freqüentemente animadas e dramáticas, tendendo sempre a chamar atenção sobre si mesmas. De início elas costumam encantar as pessoas com quem travam conhecimento, principalmente devido ao seu entusiasmo, à aparente franqueza e fragilidade ou, simplesmente, devido à exímia capacidade de sedução. Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos passam a exigir continuamente o papel de “dono da festa” .

O histérico conversivo, como os histéricos de um modo geral, é extremamente sugestionável, demonstrando com isso seu clássico infantilismo e falta de maturidade da Personalidade. Normalmente os afetos e relações objectuais são bastante pueris nos histéricos, com predomínio da vida fantasiosa na tentativa de negar uma realidade frustrante e penosa.

A teatralidade dos histéricos é sempre marcante, ensaiando e interpretando papéis que acredita adequados à ele. Por mais que lhe sejam dispensados carinhos a atenções, estes nunca são suficientes e insistentemente estão a reclamar que ninguém os entende. Ele não simula seus sintomas, não está enganando e não é caso de falcatrua. De fato o conversivo está sofrendo e percebendo subjetivamente seus sintomas.

Neste tipo de Transtorno, sempre que o sintoma servir para o alívio de alguma emoção (medo, ansiedade, angústia, desespero, frustração, etc), haverá um mecanismo chamado de Lucro Emocional Primário.Diz-se “primário” porque é dirigido ao benefício da própria pessoa.

Manifestam pronunciados traços de vaidade, egocentrismo, exibicionismo e dramaticidade. No afã de representar um papel que lhes é negado pela vida ou por suas próprias limitações pessoais, os histriônicos fazem teatro para si e para todos os demais, a sua grande platéia. Pode haver fases onde eles já não sabem onde termina a realidade e começa a fantasia, passando a acreditar em seus próprios mitos e em suas próprias encenações.

Às vezes, devido sua excepcional teatralidade, esta tendência em polarizar as atenções é perfeitamente dissimulada sob o papel de coitadinho(a), ou de um retraimento social tão lamentável que é capaz de chamar mais a atenção que uma participação mais normal. As mães com esta personalidade podem idealizar manobras que objetivam fazer seus filhos se compadecerem de seu estado “lastimável” e provocar arrependimentos vários. São pessoas que estão sempre a se queixar de incompreensão mas jamais tentam compreender os outros ou entender que os outros não têm obrigação de compreendê-los.

São pessoas que gostam de chamar a atenção para si e costumam fazer coisas para causar boa impressão. É um temperamento que lembra a atitude das crianças. Elas fazem de tudo para ganhar a atenção das pessoas ao seu redor”, compara Louzã, que acredita que a prática religiosa traga benefícios a quem sofre de doença mental. “Em muitos casos, os líderes ajudam, porque ensinam as pessoas a trabalhar seus comportamentos desajustados.

Expliquei?

Depois dessa os fundamentalistas vão querer proibir o exercícios da Psiquiatria e Psicanálise!

Felipe Resende, Psicanalista

 

Fontes:

Lapanche e Pontalis, 1991

PsiqWeb

 

 

 

 

 

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Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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