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Demografia Sexual ( Censo Gay ) e Pansexualidade !

Posted on: 17 de junho de 2011

Censo gay

Rio de Janeiro é a capital com mais gays e Manaus com mais lésbicas, diz pesquisa Mosaico Brasil
por Redação MundoMais

Rio de Janeiro é a capital com maior número de gays do Brasil e a segunda capital com maior número de lésbicas

BRASÍLIA – O Estruturação – Grupo LGBT de Brasília incorporou à sua coordenação de pesquisas os dados da pesquisa Mosaico Brasil, que identifica o número de gays, lésbicas e bissexuais em dez capitais brasileiras. De acordo com a pesquisa, O Rio de Janeiro é a cidade com maior índice de gays e bissexuais masculinos com 19,3%. Manaus tem o maior índice de lésbicas e mulheres bissexuais com 10,2%.

A pesquisa Mosaico Brasil foi realizada pelo Projeto Sexualidade (Prosex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas daUniversidade de São Paulo. Foram entrevistadas 8.200 pessoas de Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Importância – Divulgados no final de 2008, os dados são importantes para que a sociedade possa quantificar estas pessoas diante dos seus direitos como cidadão. É o que pensa o Welton Andrade da Coordenação de Pesquisas do Estruturação. “Índices como os apresentados pela Mosaico Brasil são importantes para que o poder público e o país de forma geral vejam o quanto nós homo e bissexuais integramos a sociedade”, afirma.

Welton Andrade tomou a porcentagem da mostra do Distrito Federal e calculou em números. Levando em consideração a população acima dos 18 anos, divulgada pelo censo de 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, 10,8% dos homens e 5,1% das mulheres, com mais de 18 anos de idade da capital de República, são homossexuais ou bissexuais. O que significa, de acordo com os cálculos do Estruturação, aproximadamente de 135 mil indivíduos.

Referência – Welton afirma que a coordenação de pesquisas do Estruturação é hoje o maior centro de pesquisas sobre LGBT do Brasil, tanto promove quanto armazena levantamentos sobre o tema. “Pesquisas são fundamentais para que nos conheçamos quanto para que governos e sociedade enxerguem a nós, nossas vidas e nossos anseios como cidadãs e cidadãos”, diz.

Pela ordem, as cidades mais gays são: Rio de Janeiro (19,3%), Brasília (10,8%), Fortaleza (10,6%), Salvador (9,8%), São Paulo (9,4%), Belo Horizonte (9,2%), Cuiabá (8,7%), Curitiba (7,4%), Porto Alegre (7,1%) e Manaus (6,5%). As cidades com mais lésbicas são: Manaus (10,2%), Rio de Janeiro (9,3%), Fortaleza (8,1%), São Paulo (7,0%), Salvador (6,5%), Curitiba (5,7%), Brasília (5,1%), Porto Alegre (4,8%), Belo Horizonte (4,5%) e Cuiabá (2,6%). Levando em conta a média geral entre bi, gays e lésbicas nas dez cidades, 10,4% são gays e 6,3% são lésbicas.

Auto-aceitação – Embora alguns entrevistados tenham respondido ser bissexuais, a pesquisa os totaliza entre homossexuais para ter uma noção melhor de pessoas que fazem sexo com iguais. No entanto, segundo o coordenador do Estruturação, este número pode ser maior, pois muitos gays e lésbicas podem ter se declarado heterossexuais. “Uma cidade com cultura mais homofóbica pode ter tolhido respostas verdadeiras e uma capital com mais aceitação a homo e bissexuais pode ter ocasionado posturas mais francas”, explica. Veja a tabela abaixo.

 Reprodução

BELO HORIZONTE
Homens: 
6,4% homossexuais 
2,8% bissexuais 
Total: 9,2% 
Mulheres: 
3% homossexuais 
1,5% bissexuais 
Total: 4,5%

BRASÍLIA 
Homens: 
7,9% homossexuais 
2,9% bissexuais 
Total: 10,8% 
Mulheres: 
4,5% homossexuais 
0,6% bissexuais 
Total: 5,1%

CUIABÁ 
Homens: 
4,6% homossexuais 
4,1% bissexuais 
Total: 8,7% 
Mulheres: 
2,6% homossexuais 
0% bissexuais 
Total: 2,6%

CURITIBA 
Homens: 
5,4% homossexuais 
2% bissexuais 
Total: 7,4% 
Mulheres: 
4,3% homossexuais 
1,4% bissexuais 
Total: 5,7%

FORTALEZA 
Homens: 
7,2% homossexuais 
3,4% bissexuais 
Total: 10,6% 
Mulheres: 
6,1% homossexuais 
2% bissexuais 
Total: 8,1%

MANAUS 
Homens: 
4,9% homossexuais 
1,6% bissexuais 
Total: 6,5% 
Mulheres: 
9% homossexuais 
1,2% bissexuais 
Total: 10,2%

PORTO ALEGRE 
Homens: 
5,8% homossexuais 
1,3% bissexuais 
Total: 7,1% 
Mulheres: 3% homossexuais 
1,8% bissexuais 
Total: 4,8%

RIO DE JANEIRO 
Homens: 
14,5% homossexuais 
4,8% bissexuais 
Total: 19,3% 
Mulheres: 
7% homossexuais 
2,3% bissexuais 
Total: 9,3%

SALVADOR 
Homens: 
8% homossexuais 
1,6% bissexuais 
Total: 9,6% 
Mulheres: 
5,3% homossexuais 
1,2% bissexuais 
Total: 6,5%

SÃO PAULO 
Homens: 
7,7% homossexuais 
1,7% bissexuais 
Total: 9,4% 
Mulheres: 
5,3% homossexuais 
1,7% bissexuais 
Total: 7%

Média Geral das 10 capitais pesquisadas 
Homens: 
7,8% homossexuais 
2,6% bissexuais 
Total: 10,4% 
Mulheres: 
4,9% homossexuais 
1,4% bissexuais 
Total: 6,3%

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Uma curiosidade que sempre me perguntam é a respeito da pansexualidade, são poucos os estudos, porém a nível de psicologia e psicanálise vamos a uma breve explicação!

 

Pansexualidade

Pansexualidade surge assim como um conceito muito mais amplo do que bissexualidade. Os pansexuais (ou omni-sexuais, ou oni-sexuais) se caracterizariam por terem atração sexual indistintamente por qualquer sexo (sim, há mais do que dois!) e por qualquer gênero (sim, também há mais do que dois!).

Da mesma maneira que pansexualidade tenta abranger, com muito mais propriedade, o vasto e complexo espectro da sexualidade humana, está surgindo um outro conceito, que pretende fazer a mesma coisa no campo do gênero. Trata-se do conceito de pangeneridade.

Essa categoria de gênero surge a partir da constatação da existência de pessoas que, por suas características comportamentais muito peculiares não podem ser rotuladas a partir dos gêneros masculino, feminino ou mesmo “transgênero”. Aliás, o conceito de trangênero acabou se transformando num imenso “guarda-chuva” conceitual, ótimo para reunir tendências de todos os naipes mas altamente ineficaz quando se trata de descrever características específicas de um certo grupo de pessoas.

De uma maneira geral os “pangêneros” convivem muito bem com o seu sexo anatômico, embora ostensivamente procurem apresentar (e representar) características e papéis próprios do gênero do seu sexo oposto, seja através dos modos e maneirismos, aparência, vestuário ou comportamento normal do dia-a-dia

Da mesma forma, indivíduos pângeneros conseguem transitar alegremente pelos dois gêneros oficiais (masculino e feminino), sem demonstrarem fortes desejos de viver permanentemente de acordo com os padrões de um ou de outro. Contudo, essa facilidade de movimentação entre os gêneros pode acabar lhes trazendo problemas uma vez que, na prática (e considerando-se o atual estágio da nossa civilização…), satisfação sexual continua profundamente vinculada a gênero. Nesse caso, os pângeneros podem ser vistos pelo restante da sociedade (e em geral são mesmo!!!) como perversos fetichistas que se valem da “flexibilização” de gênero (no comportamento, no visual, etc) com objetivos nítidos de gratificação sexual. Nessa hipótese, um homem (sexo = macho) “pangênero” que se veste de mulher (gênero = feminino) o faz não por identidade de gênero mas unicamente com o propósito de ser gratificado sexualmente como uma mulher (sexo = fêmea).

Pansexualidade é a orientação sexual, distinta da bissexualidade e caracterizada por atração estética, amor romântico e o desejo sexual por qualquer um, incluindo pessoas que não se encaixam na binária de gênero macho/fêmea implicado pela atração bissexual. Algumas vezes é descrito como a capacidade de amar uma pessoa de forma romântica, independente do gênero. Alguns pansexuais chegam a afirmar que o gênero e sexo não têm importância para eles. Algumas pessoas trans e intersexuais se descrevem como pansexuais, tendo uma percepção íntima que existem muitos níveis entre o masculino e o feminino. Contudo isso não deve ser visto como generalização, já que as pessoas trans podem se identificar como heteros, bissexuais ou homos baseado em sua identidade de gênero.       
      

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O Autor

Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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