Homofobia Basta!

O que você não sabia sobre sexualidade! ( Super Interessante! )

Posted on: 13 de junho de 2011

Há quem pense que a sexualidade se resume só a gênero e orientação sexual hetero, homo ou bissexual, este se engana muito, a sexualidade é uma algo muito complexo e diverso, muito amplo, ao mesmo tempo que confuso é brilhante, é magnífico, as vezes doentio, as vezes perfeccionista… Não há ideologia de purpurinar a sexualidade aqui, ou de querer fazer alusão ou glamurizar ela e sim de mostrar o quão magnifica é a psiqué humana!

Começou com Freud…

SIGMUND FREUD -BIOGRAFIA – RESUMO

Nasceu em 06 de maio de 1856 na Checoslovaquia, de origem judaica. Aos 8 anos já lia Shakespeare e, na adolescência uma conferência, cujo tema  era o ensaio de
Goethe sobre a natureza ficou profundamente impressionado.  Trocou a falculdade de Direito pela Medicina e interessou-se pela área de pesquisas.  Iniciou seu trabalho sobre o sistema nervoso central, publicou vários artigos sobre cocaína.
Especializou-se em doenças nervosas e criou interesse pela “histeria”  e pela hipnoterapia praticada na época por Breuer Charcot. Os dois , trabalhando juntos publicaram “Estudos sobre a Histeria” e na mesma época Freud conseguiu analisar um sonho seu que ficou conhecido como  “O Sonho da Injeção feita em Irma”, rascunhou  “Projeto para uma psicologia Científica” somente publicada após sua morte.
O termo psicanálise (associação livre) , foi inicado por ele após passar por um trauma com a morte de seu pai e começou com seu amigo WILHELM FLIESS a analise de seus sonhos e fantasias.
“A Interpretação de Sonhos” que Freud considerava um de  seus melhores livros foi publicado para  ser  projetado no inicio do novo século, XX.
Foi bastante hostilizado por seus colegas médicos, trabalhando em total isolamento.
Deu inicio a análise de Dora , sua paciente e escreveu Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana, ” publicando em 1901.
Escreveu  “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, “Os Chistes e sua relaçao com o Inconsciente, ” “Fragmento da análise de um caso de Histeria”; (neurose)
Teve alguns seguidores como Alfred Adler, Carl Jung, que depois separaram-se de Freud e criaram suas próprias escolas, discordando da ênfase que Freud dava à origem  sexual da neurose.(nervosismo, irritabilidade, excitação)
Durante a Segunda Guerra Mundial Freud foi para a Inglaterra, mas suas irmãs foram assassinadas em campos de concentração.
Freud ainda escreveu “Conferências Introdutorias sobre Psicanálise e há varios volumes da “Coletânea das Obras de Sigmund Freud, que entre outros temas, abrangia a teoria do trauma do nascimento.
Freud é considerado o PAI DA PSICANÁLISE, onde o paciente, vai com ou sem hipnose, lembrando-se de seus traumas, durante a vida e libertando-se de seus sofrimentos e atitudes de irritabilidade, histeria etc….
É muito utilizado hoje em dia, por psicólgos e até os novos parapsicólogos, que estão surgindo, usam também em  grande escala a hipnose para recordaçoes de vidas anteriores. 

Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia. Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean-Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose. Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o “Estudo sobre Histeria”. O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar. Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é hoje a base da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.

Em 1899, publicou “A interpretação dos sonhos”, em que afirma que os sonhos são “a estrada mestra para o inconsciente”, a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.
Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.
A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.
Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de “O Ego e o Id”.
Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida de Hitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.
Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.
Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica – e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.

Ao desenrolar dos caminhos, Freud com a Teoria da Bissexualidade inata ( de nascença ), criou sede de conhecimento nos futuros cientistas que foram buscar essa realidade nos caminhos da biologia, da sociologia, da história, da geografia, da antropologia, da genética… Dentre muitos destaques se deram as desenvolturas de Kinsey e Harry Benjamin…

Kinsey causou um “escândalo” global com sua pesquisa sobre sexualidade…

Alfred Charles Kinsey nasceu em Hoboken, Nova Jersey, em  23 de junho de 1894. Faleceu aos 61 anos, como o homem que revolucionou a discussão sexual. Antes de Kinsey, o não convencional não era comentado, era considerado como anomalia. Era um campo onde a ciência não ousava desafiar a moral vigente. Hoje ainda, seus estudos norteiam pesquisadores e cientistas.

Pai da sexologia, da revolução sexual dos anos 60. Na verdade, em sua formação, era biólogo. Largou o curso de engenharia para cursar biologia e se tornar doutor em Harvard, defendendo a diversidade padrões de uma espécie de vespa. O pai, professor conservador e religioso, não via com bons olhos os estudos do filho. Sofreu de raquitismo na infância, que deixou seqüelas físicas.

Casou-se com Clara McMillen e teve quatro filhos. Na Universidade de Indiana completou seu trabalho de capturar e catalogar mais de um milhão de vespas, que foram doadas ao Museu Nacional de História Natural, em Nova York. Lá, iniciou um centro de estudos sobre a sexualidade humana, hoje Instituto Alfred Kinsey, além de criar o primeiro curso de sexologia.

Depois de concluir sobre a diversidade das vespas e de padrões de acasalamento, Kinsey percebeu que era hora de mostrar que o ser humano seguia as mesmas variações. O professor doutor treinou e qualificou diversos pesquisadores para percorrerem o país com o seu questionário. A publicação veio em 1948, o famoso relatório sobre a sexualidade humana (Sexual Behavior in the Human Male) caiu como uma bomba na moralidade norte-americana.

Kinsey virou celebridade e seu trabalho um dos livros científicos mais vendidos. Em 53, foi publicado um novo volume, sobre a sexualidade das mulheres (Sexual Behavior in the Human Female). Segundo os estudos de Kinsey, 92% dos homens e 62% das mulheres se masturbava. E 37% dos homens e 13% das mulheres já tinham tido uma relação homossexual que lhes tinha proporcionado um orgasmo ao menos. O sexo não era mais um segredo entre quatro paredes.

Kinsey também classificou a sexualidade humana, retirando o rótulo sexual tradicionalmente machista que vigorava até então. Kinsey disse que a sexualidade não era estática ou imutável e que, embora tenha classificado o modo de se fazer sexo entre os seres humanos, sua classificação não era uma regra. Ele identificou os seguintes padrões sexuais: heterossexual exclusivo; heterossexual ocasionalmente homossexual;  heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual; igualmente heterossexual e homossexual (bissexual); homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual;
homossexual ocasionalmente heterossexual; homossexual exclusivo; indiferente sexualmente.

O estudo de Kinsey sempre enfrentou forte oposição dos católicos, tendo surgido diversos boatos sobre a sexualidade e procedimentos bizarros supostamente usados pelo pesquisador. Um fato é que os estudos de Kinsey possibilitaram o embasamento científico para retirar em 1973, a homossexualidade da lista de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria e no Código Internacional de Doenças, CID, da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1986. Em 2004, foi lançado o filme ‘Kinsey – Vamos falar de Sexo’, contando a vida do cientista.

Junto ao Relatório de Kinsey também veio a Escala de Kinsey

Escala de Kinsey tenta descrever o comportamento sexual de uma pessoa ao longo do tempo e em seus episódios num determinado momento. Ela usa uma escala iniciando em 0, com o significado de um comportamento exclusivamente heterosexual, e terminando em 6, para comportamentos exclusivamente homossexuais. Muito frequentemente a Escala de Kinsey é simplificada de forma exagerada prevendo apenas heterossexuais, bissexuais e homossexuais de acordo com a monossexualidade, onde temos percebemos apenas dois sexos: o macho e a fêmea. Em estudos posteriores, Alfred Kinsey, Wardell Pomeroy et al. publicam os livros Sexual Behavior in the Human Male (1948) e Sexual Behavior in the Human Female (1953), introduzindo também os assexuais.

Kinsey escreveu em tradução livre:

Homens não são representados através de duas populações discretas, heterossexual e homossexual. O mundo não é subdividido em carneiros e cabras. É um fundamento da taxonomia que a natureza raramente pode ser tratada em categorias discretas… O mundo em que vivemos é contínuo em todos e em cada um dos aspectos.Quando enfatiza-se a continuidade das graduações entre os heterossexuais e homossexuais exclusivos ao longo da história, parece ser desejável desenvolver uma gama de classificações que podem ser amparadas em quantidades relativas de experiências e respostas heterossexuais e homossexuais em cada caso… Um indivíduo pode ser associado numa posição da escala em cada período de sua vida… Uma escala de sete categorias aproxima-se de representar as várias graduações que existem atualmente (Kinsey, et al. (1948). pp. 639, 656)

A escala é representada abaixo:

Nível Descrição
0 Exclusivamente heterossexual
1 Predominantemente heterossexual, apenas eventualmente homossexual
2 Predominantemente heterossexual, embora homossexual com frequência
3 Igualmente heterossexual e homossexual
4 Predominantemente homossexual, embora heterossexual com frequência
5 Predominantemente homossexual, apenas eventualmente heterossexual
6 Exclusivamente homossexual
X Assexuado

Porém muitos estudiosos acharam “fraca” a escalda e muito vaga, posteriormente, Klein adicionou uma outra escala:

Grade de Orientação Sexual de Klein tenta medir além da orientação sexual expandindo-se sobre a nova escala de Kinsey que categoriza a história sexual de 0 (indivíduo exclusivamenteheterossexual) a 6 (exclusivamente homossexual). Como uma pessoa viaja na escala, eles são determinados para ser “Predominantemente o indivíduo heterossexual, mais do que incidentemente homossexual” no intervalo 2, “Predominantemente homossexual, só incidentemente heterossexual” no intervalo 5 e em qualquer lugar no meio. No centro, o Intervalo 3 é “Igualmente Indivíduo Heterossexual e Homossexual”.

Grade

Passado (a vida inteira até um ano atrás) Presente (últimos 12 meses) Ideal (O que você gostaria?)
A – Atração Sexual: A quem você é sexualmente atraído?
B – Comportamento Sexual: Com quem você geralmente fez sexo?
C – Fantasias Sexuais: Sobre quem são as suas fantasias sexuais?
D – Preferência Emocional: Com quem você se sente melhor ou mais próximo emocionalmente?
E – Preferência Social: Com que gênero você se socializa?
F – Preferência de Vida: Em qual comunidade você passa o seu tempo? Em qual você se sente mais confortável?
G – Auto-identificação: Como você se identifica?

Cada um das 21 caixas deve conter um valor de 1 a 7, categorizando as respostas do indivíduo às perguntas. Para as variáveis de A a E as respostas possíveis são: 1=Outro sexo somente, 2=Outro sexo maioritariamente, 3=Outro sexo mais, 4=Ambos os sexos, 5=O mesmo sexo mais, 6=O mesmo sexo maioritariamente e 7=Mesmo sexo somente. Para as variáveis F e G esses percorrem de 1=Heterossexual somente a 7=Homossexual somente.

Diferentemente da Escala de Kinsey, a grade Klein investiga a orientação sexual em períodos de três tempos e com respeito a sete fatores.

Kinsey também se omitiu em relação aos Transexuais e Transexuais e uma das maiores críticas à escala de Kinsey é que ela não incorpora a transexualidade sendo quase inútil nesses casos. Harry Benjamin propôs, em contrapatrida, a Escala de Orientação Sexualque é muito mais adequada a trangêneros em geral mas que não explica a homossexualidade em si. Existem estudos que cruzam características da Escala de Kinsey com a Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin a fim de obter um diagnóstico mais preciso para indicar tratamentos e/ou cirurgias de resignação de sexo.

O Relatório de Kinsey foi revolucionário, abriu os olhos da Psiquiatria e da Psicanálise, abrindo as portas da Sexologia, porém deixou grandes vácuos que vieram em partes a serem preenchidos por Harry Benjamim que introduziu a escala de Kinsey os Transexuais e Travestis.

Harry Benjamin (12 de janeiro de 1885 – 24 de agosto de 1986) foi um sexólogo de origem alemã radicado nos Estados Unidos. É principalmente conhecido por ser o pioneiro no trabalho com atransexualidade humana.

Harry Benjamin nasceu em Berlin. Obteve o título de doutorado em medicina em 1912 em Tübingen com uma dissertação sobre tuberculose. Apesar se sua formação em infectologia, interessava-se por medicina sexual. Publicou vários artigos sobre medicina sexual em periódicos especializados e o livro The Transsexual Phenomenon’[1] em 1966.

Deixou a Alemanha em 1913, pouco antes da Primeira Guerra Mundial para voluntariar-se num projeto de estudo sobre a tuberculose. Em 1915 inicia suas práticas médicas particulares no estado deNova Iorque e mais tarde em São Francisco.

Em 1948, em São Francisco, Benjamin foi consultado por Alfred Kinsey, um reconhecido professor em sexologia, para avaliar o caso de um jovem que “desejava transformar-se em mulher”. Apesar do paciente ter nascido como do sexo masculino, sua mãe buscava ajuda médica a fim de não frustrá-lo. Kinsey encontrou o jovem em suas entrevistas que originaram o livro Sexual Behavior in the Human Male[2] que foi publicado naquele ano. O caso era diferente de todos os casos conhecidos anteriormente tanto por Kinsey e também por Benjamin. Esse jovem fez Benjamin rapidamente entender que havia uma diferença clara entre o jovem e a travestibilidade, única condição associada na época para adultos que manifestavam o desejo de travestir-se. Considerando que os psiquiatrascom quem Benjamin mantinha contatos divergiam na forma de tratamento, ele decidiu tratar o jovem com estrogênio (Premarin, hormônio feminino introduzido em 1941), que diminuiu as angústicas do jovem e de sua mãe. O contato com o paciente foi descontinuado antes que Benjamin pudesse acompanhar o progresso do tratamento. Benjamin continuou a refinar seu entendimento, introduzindo o termo ‘transexual’ em 1954 (cunhado em 1923 por Magnus Hirschfeld), decidindo por tratar pacientes, com a assistência de colegas cuidadosamente selecionados de várias disciplinas (como o psiquiatra John Alden, a electrologista Martha Foss em São Francisco e o cirurgião plástico Jose Jesus Barbosa em Tijuana). Várias centenas de pacientes com necessidades semelhantes foram atendidos de forma gratuita. Seus pacientes consireravam-no como um homem de enorme carinho, respeito e bondade. Muitos deles mantinham contato com ele até sua morte.

Em contraposição ao entendimento de vários psiquiatras sobre a transexualidade, Benjamin, como médico, acreditava nas origens de desordens endócrinas e hormonais,[3] sendo o tratamento psiquiátrico de pouca ajuda. Em encontro com Sigmund Freud em Viena, sugeriu que algumas disforias de sexo poderiam ter origem em desordens das glândulas endócrinas.[4]

A parte dos estudos em tuberculose e sexologia, suas principais áreas de estudo, também foi gerontologista, trabalhando na área de extensão da vida. Benjamin viveu 101 anos.

Sobre o Travesti e o Transexual Benjamim deixou o seguinte quadro para diagnóstico

Harry Benjamin, segundo suas percepções, propôs uma escala para a transexualidade, semelhante à indicada:

Grupo Tipo Nome
1 I Pseudo travesti
1 II Travesti fetichista
1 III Travesti verdadeiro
2 IV Transexual não cirúrgico
3 V Transexual de intensidade moderada
3 VI Transexual de alta intensidade

que são abordados de forma mais extensa abaixo:

Tipo I – Pseudo travesti

  • Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
  • Hábitos de se vestir: Vida masculina normal. Apresenta pequenos desejos de se travestir
  • Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres). Raramente bissexual. Masturba-se com fetiches muitas vezes acompanhado de culpa, rejeitando as roupas femininas após a masturbação.
  • Operação de redesignação de sexo: não se interessa
  • Tratamento hormonal: não se interessa; não indicada
  • Tratamento psiquiátrico: não se interessa; desnecessário

Tipo II – Travesti fetichista

  • Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
  • Hábitos de se vestir: Vive como homem com trajes masculinos. Traveste-se periodicamente
  • Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres) mas também bissexual e homossexual (com homens). Ao masturbar-se tem fantasias de travestir-se e mudar de sexo.
  • Operação de redesignação de sexo: pode considerar apenas em fantasias
  • Tratamento hormonal: interessado; algumas vezes utilizado voluntariamente para diminuir o libido
  • Tratamento psiquiátrico: algumas vezes indicado; pode ser favorável em alguns casos

Tipo III – Travesti verdadeiro

  • Sentimento quanto ao Gênero: Masculino mas sem convicção
  • Hábitos de se vestir: Traveste-se com a freqüência possível. Pode ser aceito como mulher.
  • Preferência Sexual: Heterossexual com mulheres e homens (com mulheres é homem e com homens é mulher)
  • Operação de redesignação de sexo: rejeitas mas a idéia é atraente
  • Tratamento hormonal: atrativa como experiência; pode auxiliar no diagnóstico
  • Tratamento psiquiátrico: indicada como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo IV – Transexual não cirúrgico

  • Sentimento quanto ao Gênero: Incerto entre travesti e transexual
  • Hábitos de se vestir: Traveste-se sempre que possível com alívio insuficiente do desconforto de gênero. Pode viver como homem ou mulher. Pode constituir família e ter filhos.
  • Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
  • Operação de redesignação de sexo: atraente mas não solicitada
  • Tratamento hormonal: muitas vezes utilizada espontaneamente para conforto emocional
  • Tratamento psiquiátrico: só como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo V – Transexual de intensidade moderada

  • Sentimento quanto ao Gênero: Feminino, preso a um corpo masculino
  • Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher, se possível. Travestir-se é insuficiente para o alívio emocional
  • Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
  • Operação de redesignação de sexo: solicitada
  • Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
  • Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

Tipo VI – Transexual de alta intensidade

  • Sentimento quanto ao Gênero: Feminino
  • Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher. Travestir-se não alivia o desconforto emocional
  • Preferência Sexual: Desejo intenso de se relacionar com homens no papel de mulher. Muitas vezes identifica-se como heterossexual na inversão de gêneros.
  • Operação de redesignação de sexo: incisivamente solicitada
  • Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
  • Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

Considerações transexualidade feminina

Poucos estudos abordam a ótica da travestibilidade e da transexualidade feminina mundialmente, concentrando os estudos na transexualidade masculina. Há de se considerar que existem tratamentos semelhantes transpostos para o universo feminino da transexualidade.

Embora após certo grau a transexualidade não seja considerada mais doença, na prática clínica não é assim, o CID e o DSM que são responsáveis pelo catálogo de doenças ainda consta o Transtorno de Identidade de Gênero como uma doença, com excessão da França

Ainda assim ficaram vagas alguns aspectos sobre a sexualidade, como a bissexualidade, pansexualidade, assexualidade e intersexualidade.

Sobre o assexuado não há nada de concreto embora os caminhos já estejam traçados e as pesquisas já indiquem alguns fundamentos.

Assexualidade é a ideia de orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, o assexual é um indivíduo que não sente atração sexual, tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual. Algumas pessoas acreditam que a assexualidade não é uma orientação sexual mas uma disfunção sexual.

Há um desacordo sobre se a assexualidade é uma orientação sexual legítima. Muitos ainda confundem assexualidade com baixa libido. Alguns argumentam que ela cai sobre o nome de distúrbio de hipoatividade sexual ou distúrbio da aversão sexual. Entre os que não acreditam ser uma orientação, outras causas sugeridas incluem abuso sexual passado, repressão sexual, problemas hormonais, desenvolvimento tardio de atração, e não ter encontrado a pessoa certa. Muitos assexuais auto-identificados, enquanto isso, negam que tais diagnósticos se apliquem a eles; outros argumentam que, porque a sua assexualidade não lhes causa angústia, não deveria ser vista como um distúrbio emocional ou médico. Outros argumentam que no passado, foram feitas afirmações semelhantes sobre a homossexualidade e bissexualidade, apesar do fato de que muitas pessoas agora as considerem como orientações legítimas. Em virtude da falta de pesquisa no assunto, existem poucas provas documentadas em favor de qualquer lado no debate.

Um estudo feito com cordeiros chegou ao resultado de que cerca de 2% a 3% dos indivíduos estudados não tinham interesse aparente em acasalar com sexo algum. Outro estudo, foi feito com ratos e gerbils, em que até 12% dos machos não mostraram interesse nas fêmeas. Contudo, como suas interações com outros machos não foram medidas, o estudo é de uso limitado no que toca à assexualidade (Westphal, 2004).

Uma pesquisa de opinião no Reino Unido sobre sexualidade incluiu uma pergunta sobre atração sexual, e 1% dos entrevistados responderam que “nunca se sentiram atraídos sexualmente por absolutamente ninguém” (Bogaert, 2004). O Kinsey Institute conduziu uma pequena pesquisa sobre esse assunto, que concluiu que “os assexuais parecem melhor caracterizados por pouco desejo sexual e excitação que por baixos níveis de comportamento sexual ou alta inibição sexual” (Prause e Graham, 2002). Esse estudo também menciona um conflito quanto à definição de “assexual”: os pesquisadores descobriram quatro definições diferentes na literatura, e afirmaram que era incerto se aquelas identificando assexual estavam se referindo a uma orientação.

Há diferenças entre as pessoas que se identificam como assexuais, principalmente entre elas a presença ou ausência de uma direção sexual ou atração romântica. Alguns experimentam apenas um desses, enquanto outros experimentam ambos, e ainda outros nenhum deles. Há uma discórdia sobre qual dessas configurações pode genuinamente ser descrita como assexual. Enquanto um número de pessoas acreditam que todas as variações sejam qualificadas como tal, muitas outras acreditam que para ser assexual, deve-se ter falta de direção sexual, atração romântica ou ambos.

A direção sexual desses assexuais que têm uma, não é dirigida a nada; é apenas um desejo por estimulação sexual ou liberação. Pode variar de fraco a forte, e de raro a frequente. Alguns assexuais experimentam sentimentos sexuais mas não têm desejo de fazer o ato, enquanto outros procuram liberação sexual, seja via masturbação ou por contato sexual, ou ambos.

Para aqueles assexuais que experimentam sentimentos de atração romântica, ela pode ser direcionada para um ou ambos os gêneros. Esses assexuais frequentemente têm desejos por relacionamentos românticos, variando de ligações casuais até casamento, mas frequentemente não querem que essas relações incluam atividade sexual. Por causa dessa orientação sexual, alguns assexuais se descrevem como assexuais gays, bissexuais, ou heterossexuais; isso é relacionado ao conceito de orientação afetiva.

Aqueles assexuais que não querem relacionamentos românticos estão numa posição difícil, já que a maioria das pessoas não são assexuais. Assexuais capazes de tolerar o sexo podem fazer par com não-assexuais, mas então sua falta de atração pode ser psicologicamente angustiante para seu companheiro, fazendo um romance de longa duração difícil. Assexuais que não podem tolerar o sexo devem ou se comprometer com seus companheiros e ter uma certa quantidade de qualquer jeito, dar a seus companheiros permissão de procurar sexo em algum outro lugar, ter relacionamentos sem sexo com aqueles poucos que ele tem desejo, só namorar outros assexuais, ou ficarem solteiros.

Alguns assexuais usam um sistema de classificação desenvolvido (e então aposentado) pelo fundador da Asexual Visibility and Education Network, uma das principais comunidades online de assexuais (abreviada como AVEN). Nesse sistema, assexuais são divididos em tipos de A a D: um assexual do tipo A tem direção sexual, mas sem atração romântica, um tipo B tem atração romântica mas não tem direção sexual, um do tipo C tem ambos, e o tipo D, nenhum. As categorias não significam que são inteiramente discretas ou “escritas na pedra”; o tipo de uma pessoa pode mudar, ou pode-se estar na fronteira entre dois tipos. Note que a própria AVEN não usa mais esse sistema, já que ele é muito exclusivo, mas um número de assexuais ainda a sentem como uma ferramenta útil para explicar sua orientação.

Note que a assexualidade não é o mesmo que celibato, que é a abstinência deliberada de atividade sexual; muitos assexuais fazem sexo, e a maioria dos celibatários não são assexuais.

Sobre os Pansexuais já há uma definição

pansexualidade é caracterizada por atração estética potencial, amor romântico e desejo sexual por qualquer um, incluindo aquelas pessoas que não se encaixam na binária de gênero macho/fêmea implicado pela atração bissexual. Algumas vezes é descrito como a capacidade de amar uma pessoa de forma romântica, independente do gênero. Alguns autores contemporâneos afirmam ainda que o pansexual pode ter a capacidade de fazer sexo com animais pois seriam capazes de sentir atração pelos tais. Alguns indivíduos que se dizem pansexuais chegam a afirmar que gênero, sexo e espécie não têm importância para eles.

A palavra pansexual deriva do prefixo Grego pan-, que significa “tudo” ou no caso, “todos”. “Todos” é uma referência específica aos gêneros (masculino, feminino) em humanos. Em sua forma mais simples, pansexualidade denota o potencial de atração sexual por todos os sexos, ou gêneros. Usa-se para negar a ideia de dois gêneros, ou sexos (como expressado pelo prefixo bi-).

Algumas pessoas trans e intersexuais se descrevem como “pansexuais”, tendo uma percepção íntima que existem muitos níveis entre o masculino e o feminino. Contudo isto não deve ser visto como generalização, já que as pessoas trans podem se identificar como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais baseado em sua identidade de gênero, e pessoas cisgêneros (não-trans) podem também se ver atraídas por indivíduos em todo o espectro sexual. Foi também usado, com debates, para descrever aqueles com orientação pedofílica que não tem uma atração exclusiva por crianças. O que significaria que a atração sexual é sentida pelo pedossexual em níveis de intensidade variados tanto para crianças quanto adultos do gênero oposto, mesmo gênero ou ambos.

Como o prefixo pan- refere-se apenas aos gêneros em seres humanos, e não à práticas sexuais, pansexualidade não implica atração automática por todas as pessoas. Da mesma forma, também não implica aceitação de todos os comportamentos sexuais, como as parafilias (por exemplo: incesto, bestialidade, ounecrofilia) ou fetiches. Como as identidades sexuais mais comuns como homossexualidade e heterossexualidade, a pansexualidade refere-se ao papel do gênero na atração sexual, e não ao papel dos atos e comportamentos sexuais.

Já a bissexualidade embora mais aceita pela sociedade ainda é controversa entre a ciência, mais ainda do que a própria homossexualidade em si

bissexualidade consiste na atracção fisica e emocional por pessoas tanto do mesmo sexo quanto do oposto, com níveis variantes de interesse por cada um, e à identidade correspondente a esta orientação sexual.

Bissexual é portanto o termo aplicado a seres e, mais comumente, pessoas, que se sentem atraídos por ambos os sexos, servindo portanto de um quase meio-termo entre o hetero e o homossexual. O número de indivíduos que apresentam comportamentos e interesses de teor bissexual é maior do que se suporia à primeira impressão, devendo-se a pouca discussão desta situação essencialmente a uma tendência geral para a polarização da análise da sexualidade, tanto em nível académico como, muito mais marcadamente, em nível popular, entre a heterossexualidade e a homossexualidade.

Embora, teoricamente, por se apresentar também nela uma faceta de heterossexualidade, no sentido da atracção por indivíduos do sexo oposto, segundo o olhar de homossexuais exclusivos, a bissexualidade pode parecer mais facilmente aceita. A verdade é que em geral, há incidências específicas de preconceito contra pessoas bissexuais partindo tanto de certos homossexuais quanto de heterossexuais. Por exemplo, a percepção das pessoas bissexuais como a ponte que trouxe a AIDS dos homossexuais para os heterossexuais, pode ser considerada com uma demonstração de bifobia. Outra face da bifobia se dá quando certos homossexuais consideram a bissexualidade pouco mais que um meio-termo confortável entre a heterossexualidade estabelecida e a identidade homossexual pela qual lutam por estabelecer. Além disso pessoas bissexuais podem ser alvo tanto de homofobia (por parte de alguns heterossexuais) quanto de heterofobia (por parte de alguns homossexuais). Nos dias de hoje têm sido comum também o uso do termo queer na denominação tanto de pessoas bissexuais como homossexuais numa tentativa de fugir do dualismo e subcategorização humana, englobando num único termo as pessoas que possuem uma orientação sexual divergente da heterossexualidade dominante.

No entanto, em termos históricos mais amplos, o comportamento bissexual foi aceito e até encorajado em determinadas sociedades antigas, especificamente, entre outras, na Grécia, e em determinadas nações do Oriente Médio.

Em termos de estudos quanto à Bissexualidade, sublinha-se em notoriedade e importância para estudos posteriores do assunto os Estudos de Kinsey, publicados em 1948 e 1953, quanto a um estudo cujas conclusões afirmavam, entre outras constatações, que grande parte da população norte-americana tinha algumas tendências bissexuais de intensidade variante. Embora algo criticados, em particular quanto à selecção dos indivíduos a quem se aplicaram os inquéritos correspondentes ao estudo, estes vieram a tornar-se uma referência notória no que toca a estudos da sexualidade, e apresentou pela primeira vez a noção de que a bissexualidade é, possivelmente, muito mais comum do que se pensa, mantendo-se por isso também importante em campos teóricos – em particular pela noção apresentada da sexualidade humana ser composta não por duas alternativas únicas, a heterossexualidade e a homossexualidade, mas por um espectro de interesse e comportamento sexual, que tem as duas como extremos.

A Associação Americana de Psicologia afirma que orientação sexual “descreve o padrão de atração sexual, comportamento e identidade, por exemplo homossexuais, bissexuais e heterossexuais”. “Atração sexual, comportamento e identidade podem ser incongruentes. Por exemplo, atração sexual e/ou comportamentos não podem necessariamente ser compatíveis com a identidade. Algumas pessoas podem se identificar como homossexuais ou bissexuais, sem ter tido qualquer experiência sexual. Outros tiveram experiências homossexuais, mas não se consideram gays, lésbicas ou bissexuais. Além disso, a orientação sexual cai ao longo de um continuum. Em outras palavras, alguém não tem que ser exclusivamente homossexual ou heterossexual, mas pode sentir vários graus de ambos. Orientação sexual se desenvolve através de uma vida de pessoas de diferentes pessoas percebem em pontos diferentes em suas vidas que são heterossexuais, bissexuais ou homossexuais.[1]

De acordo com Rosário, Schrimshaw, Hunter, Braun (2006), “o desenvolvimento de uma identidade sexual lésbica, gay ou bissexual é um processo complexo e muitas vezes difícil. Ao contrário dos membros de grupos minoritários (por exemplo, minorias étnicas e raciais), a maioria das pessoas LGB não são criados em uma comunidade de outros semelhantes, de quem eles aprendem sobre a sua identidade e que reforçar e apoiar essa identidade. contrário, as pessoas LGB são muitas vezes criados em comunidades que são ignorantes ou abertamente hostis em relação à homossexualidade.”[2]

Em um estudo longitudinal sobre o desenvolvimento da identidade sexual entre gays, lésbicas e bissexuais (LGB) jovens, os seus autores “encontraram provas considerável mudança na identidade LGB sexual ao longo do tempo”. Jovens que haviam identificado tanto como gay / lésbica e bissexual antes da linha de base foram aproximadamente três vezes mais chances de identificar como gay/lésbica do que como bi em avaliações subseqüentes. Dos jovens que haviam identificado apenas como bi em avaliações anteriores, 60-70% continuaram a identificar como bissexual, enquanto cerca de 30-40% assumiram uma identidade gay / lésbica longo do tempo. Os autores sugeriram que “embora haja jovens que constantemente se auto-identificaram como bissexuais ao longo do estudo, para outros jovens, uma identidade bissexual serviu como uma identidade de transição para uma futura identidade gay/lésbica.[2]

Bissexuais geralmente começam a se identificam como bissexuais em seus primeiros vinte anos de média.[3][4] Mulheres bissexuais têm mais frequentemente a sua primeira experiência heterossexual antes da sua primeira experiência homossexual, enquanto os homens bissexuais com mais frequência têm a sua primeira experiência homossexual antes da sua primeira experiência heterossexual.[5]

Um estudo realizado em 2002 nos Estados Unidos pelo National Center for Health Statistics descobriu que 1,8% dos homens com idade entre 18-44 se consideravam bissexuais, 2,3% homossexuais e 3,9% se identificavam como “algo mais”. O mesmo estudo descobriu que 2,8% de mulheres com idades entre 18-44 se consideravam bissexuais, 1,3% homossexual, e 3,8% como “algo mais”.[6] OThe Janus Report on Sexual Behavior, publicado em 1993, mostrou que 5% dos homens e 3% de mulheres se consideram bissexuais e 4% dos homens e 2% de mulheres se consideravam homosexuais.[6] A seção ‘Saúde’ do The New York Times declarou que “1,5 por cento de mulheres americanas e 1,7 por cento de homens americanos identificar-se [como] bissexual.”[7]

O trabalho do Dr. Alfred Kinsey em 1948, “Sexual Behavior in the Human Male“, descobriu que “46% da população masculina tinham apresentado tanto atividades heterossexuais como homossexuais , ou “interagiu” com às ” pessoas de ambos os sexos, no decurso da sua vida adulta.”[8] Kinsey não gostou do uso do termo “bi” para descrever os indivíduos que participem em atividades sexuais com machos e fêmeas, preferindo usar o “bi” em seu sentido original biológicos como hermafrodita: “Até que seja demonstrado que o gosto em uma relação sexual depende do indivíduo contendo em de sua anatomia estruturas de ambos os sexos , ou capacidades fisiológicas masculinas e femininas , é lamentável chamar essas pessoas de bissexuais “(Kinsey et al., 1948, p. 657).[9] Dr. Fritz Klein acredita que a atração emocional e social são elementos muito importantes na atração bissexual. Um terço dos homens em cada grupo não apresentaram excitação significativa. O estudo não provava serem eles assexuais, Rieger e afirmou que a falta de resposta não alterou as conclusões gerais.

Já a Intersexualidade poucos sabem o que é, até porque pouco se divulga

A divisão dos seres humanos em dois sexos – masculino e feminino – está presente pela maioria das pessoas durante a maior parte do tempo. Por exemplo, quando um bebe nasce, um rápido olhar para os seus órgãos sexuais habitualmente responde à questão na mente de todos: é rapaz ou rapariga.Contudo, como vimos no curso 1 (Fisiologia e Anatomia Sexual Básica Humana), o assunto nem sempre é tão simples. Em associação ao desenvolvimento anatómico típico masculino ou feminino, existem alguns casos atípicos “intermédios” que podem tornar difícil a determinação do sexo do recém-nascido. Hoje, estes casos estão habitualmente sumarizados sob o tema de intersexualidade. Alguns deles mostram, sob inspecção mais próxima, uma clara preponderância de masculinidade ou feminilidade facilitando assim encontrar uma solução apropriada. Contudo, ocasionalmente o problema torna-se tão complicado que requer longas deliberações e consultas envolvendo escolhas éticas complicadas. Estas escolhas confrontam não só os especialistas como médicos e psicólogos mas também os pais e, eventualmente, a criança em crescimento, adolescente ou também adulto. Assim, recentemente muitos adulto intersexuais começaram a organizar-se e a manifestar a sua frustração com as escolhas que foram feitas para eles na sua infância por médios bem intencionados mas pouco conhecedores. Esta crítica crescente à prática médica tradicional também engloba a crítica a toda a nossa tradição sociocultural que insiste numa divisão clara entre sexos e com pouca tolerância para com tudo o que existe “no intermédio”.
Fala-se de intersexualidade quando uma pessoa nasce com um desenvolvimento significativamente atípico dos seus órgãos sexuais ou com irregularidades cromossómicas certas. Isto pode resultar numa indeterminada aparência física e tornar a definição sexual imediata e definitiva difícil. Esta situação muitas vezes afecta os órgãos sexuais externos e é prontamente reconhecida à nascença. Em outros casos quando os órgãos sexuais internos estão afectados o problema pode inicialmente ficar “ escondido” e revelar-se muito mais tarde através de uma examinação médica. Ainda em outros casos ambos os órgãos sexuais internos e externos estão afectados ou estão formados em contradição com os cromossomas sexuais da pessoa (XY mulheres). Certos problemas podem ser corrigidos a curto prazo com cirurgia. Contudo, em casos mais complicados essa cirurgia e outros tratamentos devem ser evitados ou protelados até vários anos mais tarde.Alguns autores usam o termo “intersexualidade” de forma muito ampla e usam-no em situações relativamente simples como uma glande do clítoris muito proeminente, um pénis muito pequeno, uma hipospadia ou até emtestículos não descendentes. Contudo, nós não seguimos esta utilização aqui. Desde que não existam outras irregularidades anatómicas, as condições anteriores são melhor avaliadas nos seus domínios. O tamanho “correcto” da glande, do corpo do clítoris ou do pénis é uma questão de opinião, e intervenções de “correcção” podem ser mesmo supérfluas ou até prejudiciais. Contrariamente uma hipospadia simples que pode ser cirurgicamente reparada deverá sê-lo sem grandes discussões. Os testículos não descendentes também necessitam de atenção médica atempada para evitar mais tarde sérios problemas de saúde.
Nas discussões médicas e sociopolíticas actuais o termo moderno“intersexualidade” (do lat. inter: entre e sexus: sexo) substituiu o mais poético e usado termo “hermafroditismo”. (Contudo, este termo tradicional continua a ser usado na biologia animal e vegetal.) De acordo com a lenda grega da antiguidade, Hermaphroditos era um belo e jovem homem, o filho do mensageiro do Deus Hermes (lat. Mercúrio) e da deusa do amor Afrodite (lat. Vénus). Quando ele rejeitou o amor de uma ninfa ela abraça-o tão apaixonadamente que o seu corpo se fundiu com o dele. Desde a antiguidade até aos tempos modernos, uma pessoa que apresentasse ambas características femininas e masculinas era chamado hermafrodita.
Outro termo da antiguidade “androgeno” (do gr. andros: homem e gyne:mulher) significava uma pessoa de duplo sexo, i.e. uma criatura dupla muito forte, composta por dois corpos, um feminino e outro masculino.
Hoje, apenas o adjectivo “androgénico” permanece de uso corrente, habitualmente em referência a corpos e faces que combinam características masculinas e femininas.
Actualmente, as alusões mitológicas são consideradas demasiado imprecisas para pressupostos científicos e, quer os médicos quer as pessoas deverão assim evitá-las. Isto também serve para as distinções antigas entre os chamados “pseudo-hermafroditas femininos” (ovários presentes), “pseudo-hermafroditas masculinos” (testículos presentes) e “hermafroditas verdadeiros” (tecido testicular e ovárico presentes). Estas distinções foram em tempos consideradas úteis mas, entretanto, provaram tornar-se impraticáveis. Em vez disso, agora usamos o termo mais geral “pessoa intersexual”, “pessoa intersexuada”, ou “intersexo”, mais abreviadamente.
Recentemente alguns peritos têm sugerido um novo termo para as várias condições intersexuais: “Perturbações do desenvolvimento sexual (PDS)”. Contudo, outros acreditam que isto funciona como um rótulo negativo e que em nada ajuda na prevenção da discriminação. Assim, preferem expressões mais neutras e menos estigmatizantes “Variações do Desenvolvimento Sexual (VDS)” ou “Diferenças do Desenvolvimento Sexual (DDS)”. Pesquisas recentes têm mostrado que a intersexualidade é uma questão de grau, cobrindo um grande espectro d desenvolvimentos físicos atípicos com uma variedade de causas possíveis. Assim sendo, não existe uma explicação única capaz de englobar todos os casos. Apenas uma minuciosa examinação e cuidadosa deliberação pode mostrar o caminho para o curso individual de acção necessário em cada caso.

Prevalência: Quão comum é a intersexualidade?

É muito difícil dizer quantas crianças nascem como intersexuais. Como já explicado, a intersexualidade é um conceito moderno que cobre um largo espectro de desenvolvimentos atípicos. Alguns são imediatamente óbvios, outros encontram-se escondidos ou dificilmente se notam mesmo sob observação médica minuciosa. Algumas vezes é uma questão de opinião se o termo “intersexo” deve ser aplicado a um caso particular. Por outras palavras: Como tantas outras coisas na sexualidade humana, a intersexualidade é uma questão de grau e depende de várias convenções sociais e médicas onde exactamente uma leva ao diagnóstico. Ainda assim, têm sido feitas repetidas tentativas para estimar o número de pessoas afectadas e, estas estimativas variam amplamente. A melhor estimativa hoje em dia parece ser esta: Em um de cada 1500 – 2000 nascidos vivos, é chamado um especialista para ajudar a determinar o sexo do bebe. Um número adicional mas desconhecido de condições de intersexualidade não são reconhecidas ao nascer, mas apenas mais tarde durante a vida. Tendo uma visão mais alargada do assunto, foi descoberto que um em cada recém-nascido difere na sua aparência física do que é considerado tipicamente masculino ou feminino, e que um em 1000 é submetido a cirurgia para “normalizar” a aparência dos seus órgãos sexuais. (1). Em resumo, a intersexualidade é relativamente rara, mas suficiente comum para merecer a nossa atenção. Seria muito útil, não só para as pessoas a quem o assunto preocupa, mas também ao resto da sociedade se todos estivéssemos melhor informados acerca do assunto.

Espectro entre mulher e homem

Existe um amplo espectro de desenvolvimentos atípicos possíveis entre mulher e homem.Diferentes definições de intersexualidade são baseadas numa (A) estreita ou (B) larga secção deste espectro.

Notas biológicas: Plantas e Animais

Antes de discutir a intersexualidade humana com mais detalhe pode ser útil lançar um rápido olhar pelo “hermafroditismo” nos animais inferiores. Existem espécies de plantas e animais que possuem ambos os órgãos sexuais, femininos e masculinos, o que aumenta as suas possibilidades de se reproduzirem. Os biólogos chamam a estas espécies “hermafroditas”.Adicionalmente às incontáveis plantas hermafroditas, existem muitos animais com duplo sexo, especialmente entre os invertebrados e os peixes. Alguns podem agir ou reproduzir-se como fêmeas ou como machos, outros mudam o seu sexo conforme a situação permite ou requer. Este é outro exemplo da enorme diversidade da vida no nosso planeta. Dando apenas alguns exemplos:

  • O organismo phylum Platyhelminthes pode funcionar como fêmea ou como macho, produzindo ovos ou inserindo esperma nos seus parceiros. Estes podem actuar como fêmeas ou machos.
  • O peixe Hypoplectrus pode agir como macho e libertar esperma numa dada altura e, noutra altura, agir como fêmea e libertar ovos.
  • O Peixe das profundezas do mar negro pode iniciar a vida como fêmea e mais tarde transformar-se em macho.

Da esquerda: 1. O organismo phylum Platyhelminthes (tamanho natural: ca. 4cm/1.5)
2. O peixe Hypoplectrus 3. O peixe das profundezas do mar negro

No entanto, quanto mais subimos na escala da evolução este útil hermafroditismo torna-se cada vez mais raro. Em mamíferos, a existência de características de fêmeas e macho no mesmo organismo representam desenvolvimento atípico e problemático. O melhor exemplo conhecido é o de um gado bovino específico (“cattle breeders”), em que a fêmea, antes do nascimento, partilha algumas hormonas com o seu irmão gémeo macho. Estas hormonas “masculinizantes” são suficientes para impedir o desenvolvimento normal dos seus órgãos sexuais femininos. O resultado é quase sempre a esterilidade. No entanto, a gemelaridade neste gado não ocorre com frequência. Estes poucos exemplos são suficientes para relembrar. O restante texto restringe-se à intersexualidade humana.

Notas Históricas: Mitologia e Alquimia
A intersexualidade é conhecida e tem sido vista, desde os tempos ancestrais, por todo o mundo, mas diferentes culturas têm lidado com o assunto de forma muito diferente. Não só usaram diferentes termos para a sua descrição, como também desenvolveram conceitos diversos para a sua explicação. Como alguns destes conceitos tiveram um papel importante na história da filosofia e arte ocidental, nós acrescentamos aqui duas notas:1. Pessoas com os dois sexos aparecem em muitos mitos ancestrais acerca da criação do mundo em épicos clássicos e, até em discussões filosóficas. Aqui, reproduzimos apenas um exemplo bem conhecido da Grécia Antiga.

2. A combinação de elementos masculinos e femininos (“hermafroditismo”) foi também um conceito essencial na alquimia medieval. Os símbolos do sol (ouro, homem) e da lua (prata, mulher), foram muitas vezes juntos para formar um novo símbolo sexual duplo da perfeição. Aqui fornecemos apenas algum contexto muito básico de informação.

Ainda há além da pluralidade do mundo sexual, fatores sociais que pessoas ficam curiosas porém não ousam tocar no assunto, com medo de ferir, porém o silêncio fere, ainda mais a falta de conhecimento…

Sexualidade e deficiência

sexualidade e deficiência é uma temática da vida cotidiana dos portadores de deficiência. O senso comum delimita a vida sexual de portadores de deficiência física como se esta atividade não existisse ou como um tabu. Por desconhecimento, uma série de suposições não verdadeiras é realizada, são criadas crenças e visões estereotipadas, além do preconceito.[1]

O aprendizado destas pessoas é realizado através de contato com outros indivíduos portadores de deficiência.[2] Com o advento da tecnologia, tornou-se um pouco mais fácil a busca de informações através, por exemplo da Internet, nas comunidades virtuais.

Sexualidade e deficiência mental

O deficiente mental é submetido muitas vezes a um tratamento protetor, como fosse um indivíduo assexuado ou eternamente criança.[1][3]A sexualidade destes pode também pode ser vista como algo selvagem, que deve ser reprimido.[1] De acordo com diversos autores estas pessoas sentem desejo, amam, sentem prazer e querem ser amadas. A condição de sexual destas pessoas depende muito das suas condições educacionais.[1]Geralmente, trata-se as pessoas com diferentes deficiências de forma igualitária, mas, na verdade, dependem de condições psicossociais diversas.[1]Também existe a fobia que um possível descendente possa ser também um deficiente mental.[1] Um mito pois nem toda deficiência mental é transmitida de forma hereditária.[1]Outro pensamento comum é que deficientes possuem uma condição que os faz praticarem atitutes sexuais a toda hora, e por isso devem ser atenuados, contrapondo-se a o outro mito da assexualidade.[1]

Sexualidade e deficiência física

A sexualidade é tida pela sociedade como algo ligado apenas às regiões íntimas.[1]Todavia, principalmente para deficientes com lesões medulares mulheres, outros locais podem ser estimulados como os mamilos por exemplo, sendo possível chegar a uma situação denominada de paraorgasmo. Pode ocorrer também a falta de lubrificação vaginal que é resolvida através de lubrificantes íntimos.[4][5]Já para os homens, a ereção é possível dependendo do caso, mas o controle da ejaculação fica prejudicado em lesões completas.[5]

Fontes:

  1. ↑ [1]
  2. ↑ a b Rosario, M., Schrimshaw, E., Hunter, J., & Braun, L. (Fevereiro, 2006). Sexual identity development among lesbian, gay, and bisexual youths: Consistency and change over time. Journal of Sex Research, 43(1), 46–58. Retrieved April 4, 2009, from PsycINFO database.
  3. ↑ Fox, Ronald C. (1995). Bisexual identities. In A. R. D’Augelli & C.J. Patterson (Eds.), Lesbian, gay, and bisexual identities over the lifespan. New York: Oxford University Press.
  4. ↑ Weinberg, Thomas S. (1994). Research in sadomasochism: A review of sociological and social psychological literature. Annual Review of Sex Research, 5, 257–279.
  5. ↑ Hyde, Janet Shibley, John D. DeLamater. Understanding human sexuality, 361. New York, NY. 10th ed.
  6. ↑ a b Frequently Asked Sexuality Questions to the Kinsey Institute. The Kinsey Institute. Página visitada em 16 de fevereiro de 2007.
  7. ↑ Carey, Benedict. “Straight, Gay or Lying? Bisexuality Revisited”, The New York Times, 5 de julho de 2005. Página visitada em 24 de fevereiro de 2007.
  8. ↑ Research Summary from the Kinsey Institute.
  9. ↑ Kinsey, A. C., Pomeroy, W. B., & Martin, C. E. (1948). Sexual behavior in the human male. Philadelphia and London: W. B. Saunders.
  10. ↑ {{Cite web|url=http://www.biflag.com/Activism.asp |title=Bi Pride Flag |accessdate=16 February 2007 |author=Page, Michael |quote=The pink color represents sexual attraction to the same sex only, homosexuality, the blue represents sexual attraction to the opposite sex only, heterosexuality, and the resultant overlap color purple represents sexual attraction to both sexes (bi).}
  11. ↑ name=”lambda symbols”>Symbols of the Gay, Lesbian, Bisexual, and Transgender Movements (26 December 2004). Página visitada em 27 February 2007.
  12. ↑ name=”symbol”>Koymasky, Matt; Koymasky Andrej (14 August 2006). Gay Symbols: Other Miscellaneous Symbols. Página visitada em 18 February 2007.
    1. ↑ SUNDBY, J. – Young People’s Sexual and Reproductive Health Rights. Oslo, 2006
    2. ↑ ZINK, L. Sexualidade – de Reich ao Contemporâneo
    3. ↑ REICH, W. – A Função do Orgasmo. São Paulo: Editora brasiliense, 12º ed, 1986.
    4. ↑ KINSEY, A.S.; POMEROY, W.B.; MARTIN, C.R. – Sexual Behavior in the Human Male. Filadélfia: Sauders, 1948.
    5. ↑ Human Sexual Response, 1966
    6. ↑ Human Sexual Inadequacy, 1970
    7. ↑ KAPLAN, H.S. O desejo sexual. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1983.
    8. ↑ AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 4.ed. Texto revisado. Porto Alegre: Artmed, 2002.
    9. ↑ a b ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE – Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10. Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre:Artmed, 1993
    10. ↑ KAPLAN, H.S. – Evaluación de los transtornos sexuales – aspectos médicos y psicológicos. Madrid: Editora Grijalbo, 1986.
    11. ↑ Freud
    12. ↑ Talita Franco, uma das responsáveis por esse tipo de intervenção cirúrgica realizada desde 2002 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/07/materia.2008-06-07.2412464504/view
      1. ↑ Word Spy: Pomosexual
      2. ↑ Westphal, Sylvia Pagan (2004). Feature: Glad to be asexualNew Scientist.
      3. ↑ a b Mallik, Chetan (2004-01-24). Now, say hello to the pomosexual!. The Times of India. Página visitada em 2007-04-13.
      4. ↑ Queen & Schimel, page 20
      • Queen, Carol & Schimel, Lawrence, Eds.. PoMoSexuals: Challenging Assumptions About Gender and Sexuality. [S.l.]: Cleis Press, 1997. Preface by Kate Bornstein.
      • Ailles, Jennifer L. (2004). “Pomosexual Play: Going Beyond the Binaristic Limits of Gender?” ([ligação inativa] – Scholar search). Journal of Bisexuality 23 (3/4): 71–86. Haworth Press (Binghamton, New York).
      • Raymond, Katherine (1998). PoMosexual Pioneer. Utne Reader. Página visitada em 2008-04-20. Issue: September/October 1998
      • “Pride and Pomosexuality”, The Ubyssey, 2008. Página visitada em 2008-04-20. Issue: 8 February 2008. University of British Columbia student newspaper.
        1. ↑ a b c d Elder, John. “A fine bromance”, The Age, 2008-10-18. Página visitada em 2008-10-28.
        2. ↑ Elliott, Tim. “A grand bromance”, The Age, 2007-08-23. Página visitada em 2008-10-28.
        3. ↑ a b Deresiewicz, William. “Faux Friendship”, The Chronicle of Higher Education, 2009-12-02. Página visitada em 2010-01-05.
        4. ↑ >Tenden, Per Aubrey Bugge (2007). “Male Imitation: A Look at Gender Performance and the Representation of Masculinity in The OC.”. ‘, Oslo, Norway: Universitetet i Oslo. Página visitada em 2010-01-05. 
        5. ↑ Phillipot, Suzy. “I love you, man”, The McGill Daily, 2008-10-06. Página visitada em 2008-10-28.
        6. ↑ a b c Bindley, Katherine. “Here’s to ‘bromance'”, Columbia News Service, 2008-03-24. Página visitada em 2008-10-28.
        7. ↑ Rowan, George T. et al. (2003). “A Multicultural Investigation of Masculinity Ideology and Alexithymia”. Psychology of Men & Masculinity 4 (2): 92–100. DOI:10.1037/1524-9220.4.2.91.
        8. ↑ Yaskua, Mitsu. “11 brands of ‘bromances'”, dailypress.com, 2008-10-29. Página visitada em 2008-10-29.
        9. ↑ Casablanca, Ted. “Hollywood Bromances: From Leo+Kevin to Matt+Ben”, eonline.com, 2008-10-29. Página visitada em 2008-12-14.
        10. ↑ Burr, Nate. “The Quinto and Pine Bromance Interview”, Ponder Pop, 2009-04-19. Página visitada em 2010-01-03.
        11. ↑ Synnot, Siobhan. “I’m a loser in love, admits Hollywood star George Clooney”, The Daily Record, 2008-10-18. Página visitada em 2008-10-29.
        12. ↑ Yagedaran, Jessica. “Bromance is in the air”, Contra Costa Times, 2008-10-13. Página visitada em 2008-10-29.
        13. ↑ Gilbert, Matthew. “From buds to ‘bromance'”, Boston Globe, 2008-10-29. Página visitada em 2008-10-29.
        14. ↑ Carbone, Gina. “Pineapple Express review: Stonerhood of the traveling pants”, seacoastonline.com, 2008-08-09. Página visitada em 2008-10-29.
        15. ↑ Russo, Vito. The Celluloid Closet: Homosexuality in the Movies (revised edition). New York: HarperCollins, 1987.
        16. ↑ “Top 10 Movie Bromances”, Time Magazine, 2009-03-20. Página visitada em 2010-01-10.
        17. ↑ Kelly, David. “One Long, Failed Bromance”, Paper CutsNew York Times, 2008-06-02. Página visitada em 2008-10-29.
        18. ↑ Florida, Richard. “Ahead of the Curve”, The Montreal Gazette, 2008-10-17. Página visitada em 2008-10-29.
        19. ↑ Campbell, Murray. “McGuinty and Charest: a fine bromance”, The Globe and Mail, 2008-10-03. Página visitada em 2008-10-29.
        20. ↑ Aterovis, Josh. “Interview with Ronnie Kroell and Ben DiChiara”, AfterElton.com, 2008-04-06. Página visitada em 2008-10-28.
        21. ↑ Juergens, Brian. “”Survivor: Gabon” bromance update: Marcus likes his fruit”, AfterElton.com, 2008-10-17. Página visitada em 2008-10-28.
        22. ↑ http://www.tvguidemagazine.com/american-idol/adam-lambert-kris-allen-admit-bromance-1553.html

        Espero que tenham gostado!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Autor

Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

Este Blog é protegido por direitos autorais

MyFreeCopyright.com Registered & Protected

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 69 outros seguidores

Psicoterapia Online

Psicoterapia Online

Psicoterapia Online

homofobia-basta@live.com

Me adicione no FacebooK

Curta a comunidade do Blog no Facebook, Clique na Imagem!

Me adicione no Orkut

Me siga no Twitter

Homofobia Basta!

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

Quer ajudar o Blog? Faça sua Doação!

Portal Colaborativo Teia Livre

Igreja Progressista de Cristo

Parceiros de causa

Se você realmente ama seus amigos, defenda-os da Homofobia!

Contradições no discurso do Senador Magno Malta

Vítimas da Homofobia

Mais fotos

Estatísticas do Blog

  • 439,598 Pessoas viram esse Blog
%d blogueiros gostam disto: