Homofobia Basta!

Caça aos Gays! Criatividade em meio a dura realidade!

Posted on: 13 de junho de 2011

Bom, recebi essa imagem de uma amiga sempre bem humorada ( @Andreafoltz ) e repensei sobre o ódio no conceito da Psicologia e lembrei sobre um texto e venho aqui postá-lo junto a imagem! 

 

ÓDIO e VIOLÊNCIA

* Roque Theophilo

Ódio é um termo que se origina do latim odiu, que é a paixão que impele a causar ou desejar mal a alguém; execração, rancor, raiva, ira: aversão a pessoa, atitude, coisa, etc.; repugnância, antipatia, desprezo, repulsão rancor profundo e duradouro que se sente por alguém; aversão ou repugnância, antipatia, etc. .O ódio pode estar voltado a inúmeros fatores como por exemplo aos desonestos, à violência, aos pobres, ricos, homossexuais, etc. . É um sentimento que abala relacionamentos, e cria vínculos a serem reparados, sendo encontrado, em suas várias modalidades de manifestação e em seus variados graus de intensidade. O ódio solapa o ser humano considerado verdadeiro flagelo psicológico. Com muita propriedade a filosofia chinesa assevera: “sentir ódio é como beber água salgada, aumenta mais a sede”.

Como livrar-se deste sentimento aviltante e destruidor?

O que nós falta como em tudo é uma filosofia de vida com princípios sadios que nos conduzam a uma reflexão racional sobre as terríveis conseqüências que gera o ódio.

O ódio coabitando com os nossos sentimentos não nos leva a nada; muito pelo contrario juntamente com o rancor é um grande fábrica geradora de distúrbios psicossomáticos

O que gera a maior difusão do ódio é que existem mecanismos que os propagadores do ódio e da intolerância utilizam eficazmente, usando sofistiicamente os compromissos antiracistas em favor de uma pseudo integração ,enquanto que a razão e a ética nos exige difundir o antirracismo, e conscientizar os intolerantes, que para um futuro pacífico deverá existir uma sociedade mais justa e tolerante, mas infelizmente as sociedades são cada vez más fracas diante das atitudes xenófobas e discriminatórias

Podemos considerar a estratégia da luta contra o ódio difundindo, a redução da individualidade dos grupos com falsos nacionalismos no momento que se intenta a globalização que não deve ser simplesmente com a permuta de tecnologias mas de sentimentos fraternalistas.

A forma de idealização de grupos sem fronteiras no acabam automaticamente por falta de um preparo mais humanizado, criando grupos de oposição com a mesma falácia básica e primaria que têm necessidade de resguardar-se em primeiro lugar a si próprios.

A subjetividade, a particularidade de cada pessoa é, assim, transtornada para entregar-se a famigerada classificação, como resultante de exclusões. Exemplo: a homossexualidade como variação da sexualidade, o negro é discriminado pela cor da pele, o judeu é uma raça (confundindo-se amiúde como religião), a característica em comum é que nenhum deles escolheu ser assim.

Suas diferenças estão simplesmente numa relação diferenciada de etnia, cor de pele ou um comportamento afetivo-sexual. Mas as generalizações do ódio sem entrar no âmago situacional do fenômeno radicalizam de forma sumário o ódio.

A desumanização do «outro» torna-se sumária numa forma progressiva de descrendeciamento do respeito ao próximo como ser humano. Começa dessa forma um processo de difamação e preconceito com a criação de falsas imagens que vão estereotipando o subconsciente social, en cada um de nos que vamos assumindo os tópicos, dos estereótipos.

Assim, os negros a quem diga que não são dotados de inteligência igual aos outros grupos raciais, como se entre os brancos e os amarelos todos são dotados de uma inteligência superior, que os homossexuais são degenerados, contra a natureza, como se os que não são têm o dom da virtude inata, que os judeus são, ambiciosos e avarentos, e os ciganos traiçoeiros e malviventes, os islamitas vingativos, e os comunistas tinham, segundo prestigiosos estudiosos, estruturas imaturas em seus processos mentais, etc. .

Então somente os estigmatizados citados seriam os portadores de tais aberrações como que outros grupos humanos portariam consigo todas as virtudes e qualidades.

Tais “dogmas” anticientificos e irracionais são propagadores de estribilhos que propagam o ódio contra os que portam os estigmas delineados pelos sofistas da sociologia, psicologia, política, etc. .

Uma vez que os grupos humanos que se consideram “normal”, dentro de conceitos sofistas do grego. sophistés, ‘sábio’, “posteriormente impostor” interiorizou-se a falta de humanidade pelo «outro», isto é criou-se um sentimento de grupos humanos superiores e inferiores e estereótipos falsos tais com os homossexuais (todos, como categoria) violam costumes e querem destruir a família, os judeus tentam, controlar a economia, os emigrantes são os que deixam os outros sem trabalho e sua índole é deliquencial.

Qualquer pessoa pode cair na estratégia do ódio, pessoas desempregadas, pais preocupados pela segurança de seus filhos comerciantes assustados pela violência, etc., podem unir-se a agressão e a discriminação tendo o ódio como fonte, não porque sejam xenófobos, homófobos anti-semitas ou anti-islamitas, senão como reação irracional diante do que se tem interiorizado como fontes de agressão contra eles. Como é possível que pessoas sensatas criam simplesmente tantas aversões e ódios?

A resposta, cremos, não é tão simples .

Mas raciocinando friamente a opressão gera o ódio e o ódio gera a opressão .Causa e efeito se retroalimentação.

Portanto onde há opressão há o ódio e o rancor são uma constante.

É muito comum ouvir-se que tal pessoa tem gênio forte, porque não leva “desaforo para casa”. Ou então, que se nosso “orgulho” for ferido, devemos devolver o insulto com a mesma intensidade. E quem não agir desta forma é visto como um ato de covardia, fraqueza, ou falta de umbridade.

Tomou-se assim como “ponto de honra” a necessidade de retribuir-se o mal com o mal e o resultado é que a cada dia aumenta o ódio em todos os setores.

Não percebemos, mas contribuímos diariamente para que isso se propague. Se analisarmos nosso cotidiano, veremos que tanto em nossa casa, no trabalho e até no lazer nos melindramos por qualquer discordância de ponto de vista e logo delineamos uma forma de nos vingarmos lançando sementes fecundas de ódio.

Também não deixamos que a opinião que emitimos seja contrariada; e que nossos desejos, às vezes absurdos e egoístas, sejam ignorados. Ai daquele que se opuser às vontades de uma pessoa que porta consigo o estigma do ódio! Mesmo que seja só em pensamento, passamos a desejar que aquela pessoa passe por poucas e boas.

Sentimos uma estranha satisfação quando alguém que não gostamos ou nos desentendemos sofre dificuldade.

Tal fato é uma demonstração cabal do ódio que portamos dentro de nós. É quando o ódio junta-se a vingança.

Quando tomamos conhecimento de crimes hediondos, o primeiro sentimento que nos vem a tona é que o indivíduo sofra na própria carne a dor que fez ou outros passarem.

Tal gesto nada mais é de uma cumplicidade com o ódio e a violência.

Quando combatermos o desejo de vingança é ódio com a razão e não com a emoção um grande passo se estará dando

O mestre Jesus nos ensinou que deveríamos ser prudentes como a serpente e mansos como as pombas.

O Mestre nos mostrou sua sabedoria, pois se formos prudentes agiremos com cautela, previdência, em todos os nossos atos; e com a mansidão, teremos respeito e amor, respeitando o próximo da mesma forma gostaríamos que fossemos respeitados.

Por este motivo, não devemos buscar a vingança com as próprias mãos, ou nos satisfazermos com a dor de outra pessoa, por pior que esta pareça ser. Nem mesmo concordar que os crimes hediondos sejam pagos com a morte.

Nos ofendemos, se nos injuriam dizendo que agimos como animais irracionais, mas assim procedemos quando temos como um forte vetor no nosso comportamento que todo o ato que seja contrário ao nosso modo de pensar ou agir deve ser retribuído com o ódio.

Não confunda a palavra < Intolerância > e não a generalize como algo ruim. Não podemos tolerar homofobia, racismo, xenofobia, preconceito com religião, credo ou filosofia, todos tem seu livre direito de expressão desde que não fira a dignidade do próximo, logo temos de ser intolerantes com estas coisas!

Texto reaproveitado de http://www.psicologia.org.br/internacional por modificação dos termos pela OMS nos âmbitos da homoafetividade e incluidos outras poucas palavras e frases do autor do blog.

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O Autor

Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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