Homofobia Basta!

Dia dos namorados LGBT !

Posted on: 12 de junho de 2011

Existem diferentes versões sobre a origem do dia dos namorados.

É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo.

O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês “From your Valentine”. Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.

 O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo. Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas ‘Feriado do Amor’ são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro “À Luz da Menorá”).

 No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia “não é só com beijos que se prova o amor”. A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day – o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

Adaptação: Lilian Russo
(Fontes: Revista Época, edição 160/2001; IBGE Teen e Revista Eletrônica Rio Total)


Podemos dizer que esse é um dia dos namorados especial, foi um ano especial para os LGBTs, o nosso Supremo Tribunal Federal por unanimidade reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo, aumentando assim nossos direitos, mesmo que ainda não completos, foi um avanço em nossos direitos.

Como Psicanalista entendo que o amor é um sentimento que gera sensações e desejos, que é o maior de todos os sentimentos, capaz de anular outros, também como tal, não consigo por mais monstruosa que seja a sociedade acreditar que o mundo não tenha mais amor, por mais maldade que se espalhe entre as pessoas não consigo acreditar que todas estejam infectas pelo virús do ódio, da malignidade, da violência e da crueldade, sei que muitos esfriaram no amor, porém não congelaram! De fato precisamos cultivar mais o amor, por muitos e muitos anos e dia após dia ouço pacientes e amigos dizendo que não acreditam no amor, mas quando ele aparece todos se rendem, existem dois textos sobre o amor que muito me encantam e eu gostaria de os expor aqui:

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” – I Coríntios 13 – Bíblia Sagrada

Em uma época de perseguição, Paulo, apóstolo de Jesus nos falou sobre o amor e sobre a importância dele, colocou a sua religiosidade no seu devido lugar, aqueles que pregam a fé e não tem amor, o que são? O amor é mais importante, quem irá questionar o inquestionável, segundo o meu entendimento e o entendimento deles?

Ora Toda a Ciência está cheia de amor, toda a ciência vive de amor, toda ela não consegue anular o amor!

A Teologia:  “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.”– 1 João 4:8

A Filosofia: “Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.” – C.S.Lewis

A Psicanálise: “Quem não ama adoece!” – Freud

A Psicologia: “O amor tem três componentes diferentes: Intimidade, Compromisso, e Paixão” – Robert Sternberg

Essas são apenas as ciências humanistas que tratam do caso, claro que não iria colocar aqui matemática e geografia, rs…

Mais por favor eu te peço como um louco que talvez seja, acredite no amor, mesmo que eu mesmo não tenha um, mesmo que eu não consiga ter me nivelado a tal para manter um compromisso, mas acredite, ele existe! Eu vejo ele em diferentes formas! Em diferentes lugares e ocasiões! Ame para não adoecer! Ame porque Deus é amor! Não deixe de amar porque quem se diz levar a palavra do amor é na verdade um poço de injustiça e toda sorte de maldade, eles em nada tem compromisso com o amor! Seus sentimentos são livres e independentes, não os sufoque e nem os generalize, não se compare aos outros!

Uma Música Bem romântica em homenagem ao dia!🙂

Namorados

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é
muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem,
quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente
treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa
ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de
aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o
gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e
dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem
transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa
é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a
infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida,
fugida ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na
hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia
de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de
gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar
junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico
ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer
compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar
horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de
alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria
e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’agua, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros,
quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não
tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana,
na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz
sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com
ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo,
e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor
é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve,
aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras,
e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e
sorria lírios para quem passe debaixo da janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como
se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se
você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer
a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.

Carlos Drummond de Andrande

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O Autor

Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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