Homofobia Basta!

Espiritualidade, Personalidade, Educação, Caráter e a formação do Homofóbico.

Posted on: 7 de junho de 2011

Bom, muita gente me diz que a Religião não ensina preconceito, ou que a religião ensina a respeitar, ou que ela não deve se misturar com religião mas ao mesmo tempo tem que ter alguém que a represente no parlamento ( Hã?! ), e ai se cria uma bagunça mental que ninguém sabe o que se faz! O que que constrói o que! O que faz parte do que!

Bom gente, é importante entender que o ser humano é composto por corpo, alma e espírito e que os 3 em conjunto formam a nossa personalidade que demonstram nosso caráter, nosso caráter provém de fatores educacionais que se formam por fatores religiosos que vem também da espiritualidade, pois há a espiritualidade fanática, doentia, fissurada no perfeccionismo humano que não existi em plena Terra. Há quem diga que o ser humano não precisa de espiritualidade, eu me pergunto de onde virá sua serenidade?! Bom, há quem pense o que quiser, nem Freud se atreveu a tocar na espiritualidade, se atreveu a anular a religião e realmente a religião tem prestado desfavor a humanidade, literalmente! Embora Freud não acreditasse em Deus, ele lá tinha seus problemas psico-teológicos… Não entrarei aqui em questão com eles… Passeando pela internet da vida achei esse artigo sobre Psicologia da Religião bem legal e queria que vocês lessem comigo

 

A Revista do Instituto Humanitas da Unisinos, dessa semana, publica uma entrevista com a Psicóloga Luciana Fernandes Marques, a respeito do tema Espiritualidade e Adolescência. A Revista aponta que, de acordo com Marques, “a religiosidade têm sido associada, na adolescência, à melhor tomada de decisão, maior bem-estar, menor envolvimento em comportamentos violentos, menor risco de doenças e menos problemas de comportamento.”

Segue abaixo, a entrevista com Luciana F. Marques, retirada do site da Revista Instituto Humanitas Unisinos
IHU On-Line – Como a senhora percebe a relação dos jovens com a religião, nos dias de hoje?
Luciana Marques – Percebo um esvaziamento das crenças religiosas e valores morais. O consumo, as drogas e os valores de grupo exercem enorme poder de atração. Parece que alguns jovens têm uma educação mais voltada para o desenvolvimento da religiosidade, e adultos próximos que servem de modelos aproveitam melhor esse recurso. Às vezes, já criaram o hábito de ir a cultos com a família, ou de realizar orações e estudos em casa e se apropriam dessa prática como parte de sua vida. Há também formas alternativas de vivência espiritual não religiosa, através de seitas, terapias e oráculos, e que não é ligada às instituições clássicas. E socialmente não há um repúdio, então o jovem faz uma mescla disso com uso de certas roupas, com valores do grupo de iguais e ouve certas músicas. Os pais vêem como “esquisitice” da adolescência, mas certos valores estão presentes e podem ajudar ou atrapalhar o desenvolvimento desse indivíduo. 
IHU On-Line – Quais as mudanças mais significativas na vida dos adolescentes, a partir do momento em que eles passam a se envolver mais com os princípios religiosos, independente da doutrina, além de reconhecer tal importância?
Luciana Marques
 – Durante a adolescência, há várias fases marcadas por níveis diferenciados de desenvolvimento. Estamos estudando como essas diferentes características se relacionam com a religiosidade e a espiritualidade. É provável que, no início da adolescência, ao se envolver com questões religiosas, o jovem utilize mais o recurso da imitação do comportamento dos adultos que observa. A própria imitação de orações, participação em rituais, cria um ambiente para a prática desses valores na vida cotidiana, além de trazer benefícios como o relaxamento (muitos rituais religiosos envolvem trabalho da atenção e concentração e relaxamento corporal). Já os adolescentes mais velhos se deparam com questões do desenvolvimento como construção da própria identidade, início da sexualidade e delineamento de projetos vitais. Nessa fase, a religiosidade/espiritualidade serve como um guia que pode ajudá-lo nas escolhas, no desenvolvimento da auto-imagem e nos projetos de futuro.

IHU On-Line – Que fatos a levaram a pesquisar nesta área? A quais resultados a senhora chegou, quando realizou uma pesquisa sobre a realidade dos adolescentes de Porto Alegre, e de que maneira os avalia?
Luciana Marques
 – O estudo da espiritualidade surgiu na minha dissertação de mestrado numa pesquisa sobre práticas alternativas em psicologia, que era um assunto em voga na época, por suscitar vários problemas no exercício profissional do psicólogo. Embora estivesse presente a questão dos psicoterapeutas usarem práticas sem fundamento na área da psicologia, havia também um grande interesse deles por essa questão da espiritualidade. Então, no doutorado, fomos investigar se a espiritualidade se relacionava com a saúde geral de adultos. E vimos que havia ali uma dimensão associada à saúde e pouco explorada pelos psicólogos. E atualmente, na UFRGS, estamos desenvolvendo um estudo sobre o desenvolvimento da espiritualidade na adolescência. Queremos observar como isso se desenvolve ao longo desta fase da vida, mas ainda não avaliamos os resultados do estudo.

IHU On-Line – Durante muito tempo, tivemos a impressão de não poderia haver uma relação entre a psicologia e a religião. Qual é sua opinião a respeito? Podemos dizer que houve uma evolução?
Luciana Marques
 – Essa é uma questão espinhosa cheia de paradoxos, contradições e questões mal-compreendidas. A religião e seus mitos e ritos constrói conhecimentos válidos através das experiências transcendentais, revelações, fenômenos mediúnicos, de acordo com suas crenças. A psicologia é uma ciência e como tal pode se aproximar desses fenômenos com seus instrumentos, visando descrevê-los, observar suas regularidades e associações com inúmeras variáveis. O tema difícil surge quando a ciência se aproxima para validar ou anular as crenças religiosas, que não é seu papel. Ou, pior ainda, quando utiliza métodos não científicos e mistura-se com a religião. Percebo que tem ocorrido uma evolução, no sentido de diminuir o preconceito na comunidade acadêmica com o estudo de certos temas considerados marginais, como a espiritualidade. Atualmente, este assunto tem sido estudado em várias teorias e tem sido absorvida numa visão de psicologia da saúde e psicologia positiva como uma força do ser humano capaz de auxiliá-lo como recurso de enfrentamento em situações difíceis. Ainda não vejo a discussão acerca das questões mais aplicadas, que poderia ser assim sintetizada: como o psicólogo pode atuar profissionalmente promovendo o recurso da espiritualidade de uma forma não religiosa?

IHU On-Line – Quais são as principais características dos adolescentes de hoje? E a que riscos eles estão expostos, tendo como parâmetro os moldes da sociedade atual?
Luciana Marques
 – Muitos estudos descrevem a adolescência atualmente como uma massa sem contornos definidos. O jovem hoje não exerce seu poder político, não se envolve em lutas de cidadania e nem parece com pressa de crescer em independência emocional e financeira dos pais, ficando até a idade adulta morando com a família de origem, o que também é um fenômeno atual. Mas muitos dos riscos a que estão expostos são característicos dessa fase, de descoberta de si, do mundo, de curiosidade, de pouco medo de correr riscos, de atração por fortes emoções. Isso o empurra para situações de risco, juntamente com sua situação social, familiar e econômica, que aumentará, ou não, sua vulnerabilidade.

IHU On-Line – O que a senhora entende por espiritualidade? E em que sentido a mesma é um fator de proteção na adolescência?
Luciana Marques
 – A espiritualidade é uma dimensão humana presente desde o homem das cavernas, quando já enterravam seus mortos com rituais e pareciam acreditar na vida após a morte. A espiritualidade pode ser vivenciada em religiões públicas ou fora delas. Tem sido mais associada ao desenvolvimento em caminhos religiosos com seus cultos públicos ou grupais, mitos e ritos. Tem-se visto que a religiosidade/espiritualidade fortalece o sentido de vida e o estabelecimento de projetos vitais e é uma dimensão importante no enfrentamento de situações adversas. Embora também se possa considerar algumas formas de religiosidade patológica que enfatizam a fuga da realidade ou acirramento de conflitos entre culturas, ou ainda a associação da religião com efeitos negativos como culpa, ansiedade, intolerância, depressão, rigidez cognitiva e excessiva dependência. A questão da religiosidade/espiritualidade como um fator de proteção do jovem é um tema que vem sendo estudado, sendo que muitas pesquisas destacam sua importância nessa fase da vida. A religiosidade tem sido associada, na adolescência, à melhor tomada de decisão, maior bem-estar, menor envolvimento em comportamentos violentos, menor risco de doenças e menos problemas de comportamento.

IHU On-Line – Além da espiritualidade, que outros fatores podem influenciar nos processos de educação e até mesmo na forma de lidar com os adolescentes?
Luciana Marques
 – Quando lidamos com adolescentes na posição de pais, professores ou facilitadores, assumimos o papel do adulto que sabe e muitas vezes esquecemos que já tivemos aquela idade. Eventualmente, forçamos para que o grupo atinja os objetivos ou se adapte ao nosso projeto. Mas sem uma relação estreita, próxima, entre pessoas, o trabalho fica superficial e não atinge o jovem, que deflagra a perda de tempo através da rebeldia e não comprometimento. A empatia é fundamental no trabalho com jovens. Por melhor que sejam nossas propostas e instrumentos de trabalho, não vamos alcançar resultados se não escutarmos o que eles pensam, o que eles querem, e adequarmos nossa linguagem. A leitura do contexto familiar e social também é central, nos auxiliando a compreender outras variáveis envolvidas. Essa compreensão ampla atravessa nossa prática e viabiliza projetos junto aos jovens, que percebem quando realmente estamos interessados neles.”
 Fonte: psicologiadareligiao.wordpress.com

 

A conclusão que quero chegar é que a religião implica no crescimento educacional sim! Ele implica no processo de saúde mental e fisiológica! No processo de formação de uma sexualidade sadia ou não, no processo de uma socialização inclusiva ou exclusiva, através de mecanismos conscientes e inconscientes, levando em conta que a atração sexual é um fator biológico inerente ( que não se pode escolher ) e que a auto adaptação ao a atração sexual biológica é algo psico-social ( depende de fatores externos ), pode-se gerar ai então, homossexuais doentes com suas sexualidades, o que chamamos de homossexuais ego-distônicos que estão fora de sintônia com sua sexualidade e sofrendo por isso e não por sua sexualidade em si e de pessoas sofrendo ataques de outras pessoas que não entendem a variedade da sexualidade humana e esta fitada na religiosidade e espiritualidade doentia, fanática que fere a dignidade humana que interfere de forma negativa no processo de amadurecimento e crescimento da pessoa humana, principalmente da criança.
Ora, por fenômenos naturais um Coelho pode gerar 10 filhotes 4 vezes ao ano, enquanto um Urso Panda 2 ao ano, assim, o fenômeno se estende aos homossexuais que dentre 10 humanos que nascem, só 1 tem sua orientação biológica voltada para alguém do mesmo gênero que ainda assim é subdividida em: bissexualidade, transexualidade, travestilidade. E dentre toda essa grande diversidade ainda existem outras variedades psicológicas de desejos e vontades que se eu for listar ficarei anos e anos… e da mesma forma que se eu fosse listar desejos individuais ou minoritários de heterossexuais, a questão é que a educação, assim como a religião como um todo deveria repensar seu conceito de certo e errado, normal e anormal, afim de ajudar pessoas e não de jogá-las duplamento no inferno, além do que eles já pré-destinam pós morte e o que eles causam psicológicamente aqui! E não são só os Cristãos que fazem isso não, os Espíritas jogam as pessoas pra agonia pra próxima vida, os hindús, os budistas, nem os ateus saem da roda, devem rever também seus conceitos ao lidarem com pessoas religiosas, não devem sair falando: “e você acredita?”, não é bem assim que as coisas funcionam, e não é bem assim que a desconstrução de uma religiosidade funciona e talvez não seja para desconstruir religiosidade alguma, não estou generalizando, mas aqueles que lerem e se identificarem com isso, revejam seus conceitos, não existe religião perfeita, muito menos caminho sem espinho.
Certo dia, ao dar uma palestra sobre educação e religião em uma escola, uma mãe foi conversar comigo e perguntar como ela deveria mostrar Deus para seu filho, ela perguntou me dando opções: “Olha, posso dar pela Bíblia, pela Tradição Católica, ou pelo Ensino que recebi”
Eu levantei os pontos.
1- Pela Bíblia você irá mostrar o que? Ficará satisfeita com o evangelho? Com o amar ao próximo sem julgar, sem caluniar, oferecer a outra face? Creio que não, pela preocupação que você veio me trazendo, você quer algo concreto que defenda seu filho e o firme em algo palpável e o sentimento é algo bem abstrato, que se quebranta e se transforma, não serviria. 
2 – Pela Igreja Católica? Bom, o que você ensinaria? A Tradição é basicamente o ensino do moralismo e da caridade excessiva que faz a pessoa parecer e querer ser um santo e quando não consegue se frustra e se sente o diabo, quando não, vai pesquisar a história da igreja, e vê os genocídios da Igreja, os Papas que se mataram pra conseguir o trono um do outro, o envolvimento da igreja católica no massacre dos protestantes, índios, negros, etc… não há muita coisa para se aprender… 
3 – Pelo que você recebeu… Bom, você me parece ter uns 28 – 32 anos no máximo, não deve ter vívido o pega-pega do catolicismo, mas viveu o pega-pega do protestantismo proibindo as mulheres de usarem até calcinha colorida  ( me perdoe o palavreado ), passou pela proibição do preservativo, pela proibição do anti-concepcional e tudo mais e hoje acha isso um absurdo e acha que tudo isso só contribuiu para o espalhar das doenças, da promiscuidade e tudo mais, certo? 
Então o meu conselho é que você crie seu filho longe da religião e perto da espiritualidade, espiritualidade baseada no amor, no amor de Jesus, naquele pregado nos evangelhos, que ama o próximo incondicionalmente, independente de qualquer coisa, de cor, sexo, orientação sexual, estilo, condição financeira, cabelo, cor dos olhos… incondicionalmente, da maneira que Jesus nos amou, essa é a maneira que eu creio e creio que Jesus também queira que nós vivamos e não se preocupe com o que “porta-vozes” de Deus que se dizem ter até as chaves do céus porque são sucessores de Pedro e outros por serem porta-vozes do pentecostes… Não, não, todos eles só querem fazer o papel que é unicamente de Jesus, de Deus, que é julgar e condenar, de certo, que se algum deles ouvisse o que eu estou aqui falando estariam ditando meu destino ao inferno e carimbando meu passaporte rumo ao hades ou inferno dependendo da ramificação cristã, visto que ainda me considero cristão…
Bom pessoal, a conversa com essa mãe foi longa e bem produtiva.. O que quero que vocês entendam é que não adianta correr pra lá e correr pra cá, tende-se assumir que a religião influencia sim o nosso país ( vimos isso mês passado ), comanda a educação, forma boas pessoas e forma má pessoas, forma boas e más índoles, ela é maior produtora de assassinos de auto-estimas, de condutores ao suicídio e o meu conselho é: Abandonem a religiosidade! Vocês não precisam de Igreja pra viverem uma vida espiritual, uma vida boa, uma vida com Deus! Falo isso com base Bíblica! Se você conhece e consegue se manter em uma Igreja que respeita a diversidade sexual, de pensamento, de cultura e de religião, massa! Continue, faz um bem e tanto! Agora se você contribui pra movimentação de uma máquina de formação de assassinos de alma e tem o mínimo de bom senso, saia e tire quem estiver submisso a você, acredite, esta instituição chamada: Igreja, Templo, Barraco, Terreiro, Casinha, Local, ou seja lá o devido nome dado ao local usado para o rito religioso, formam mais fóbicos, do que qualquer outra coisa. Fóbicos entre eles, fóbicos no que seus guias dizem, fóbicos no que suas tradições indicam, fóbicos no que suas profecias indicam. Não sou contra a espiritualidade, ser contra ela, seria ser contra mim mesmo, mas sou contra a religiosidade, essa sim, é pior do que qualquer droga que você possa imaginar!

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Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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