Homofobia Basta!

As faces sombrias da homofobia!

Posted on: 2 de junho de 2011

Ora, já é sombria só de nome “fobia”, repulsa a homossexuais… Mas vamos aos papéis! Mas é sombria, de sombra, pois alguns vivem na sombra da homofobia, achando que ela não existe, ou que ela é um problema que pode se empurrar com a barriga…



ESTATÍSTICAS E EXPLICAÇÕES
Para Ribeiro (2004) as taxas de suicídio são significativamente maiores entre a população jovem LBGT. Na realidade, a questão já se transformou em um sério problema de saúde pública.  É necessário aumentar as medidas de combate à homofobia, já que há provas do maior número de suicídios entre jovens lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, do que na população jovem em geral.Com dados precisos descobriu-se que os jovens LBGTs assumem cada vez mais cedo sua sexualidade, e enfrentam também mais rapidamente a intimidação homofóbica. Nem é preciso ressaltar que se tornou imprescindível  medidas  para o apoio psicológico e social da juventude homossexual.O Grupo E-jovem apontam para uma taxa anual de suicídios entre os adolescentes LBGTs brasileiros superior a mil, o que ultrapassa também a média internacional. Vale repetir: são mais de mil adolescentes em um total de 10.000 suicídios – por ano – registrados em nosso país.Portanto, no Brasil, por causa do forte preconceito social em torno do homo afetividade, uma porcentagem relevante de jovens se suicida. São três mortes por dia.
Para John Hinckle e Kees Van Haeringen professores da Universidade de Gent, embasados em uma pesquisa revelou-se que cerca de 5,9% dos rapazes heterossexuais jovens haviam tentado o suicídio, comparados com os 12,4% dos inquiridos homo e bissexuais masculinos. As percentagens correspondentes para as moças foram 5,4% para as jovens heterossexuais e de 25% para as jovens homo ou bissexuais.Segundo a organização Lambda Education revelou que a Itália possui uma dura realidade: 46% dos inquiridos haviam sido vítimas de atos de discriminação, 37% haviam sofrido actos de violência, 40% pensaram no suicídio e 13% declararam ter tentado o suicídio.Informações nesse sentido têm sido confirmadas por outros estudos na Suíça, na Noruega, no Canadá e nos Estados Unidos.  A juventude gay e lésbica vive numa sociedade hostil, que a discrimina quer em atitudes, quer comportamentos e que nega até mesmo a sua existência.Atração pelo mesmo sexo, como primeira experiência, a escuta de comentários homofóbicos, a hostilização verbal e ataques físicos ou a diminuição do rendimento escolar  são situações que podem levar o jovem à depressão, à baixa auto-estima, ao ódio contra si próprio, à frustação, à confusão sobre o que fazer, a níveis altos de stress por manter o “segredo”, ao isolamento e a pensamentos sobre a morte. (Mott, 2004, Pesquisa GGB – Grupo Gay da Bahia).A família é o porto seguro para todo o indivíduo, principalmente no período inicial da vida, mas que nem sempre está preparada para a  novidade, de que o seu filho é gay ou a sua filha é lésbica. Provocando muitos conflitos e trazendo choque e crise. O que se mostra na realidade é que a juventude gay e lésbica é um dos grupos mais vulneráveis e desprotegidos na sociedade. Para, William Weld, governador republicano de Massachussetts a sociedade não pode permitir que  jovens LBGT tirem sua própria vida  induzidos pelo preconceito, hostilidade e maus tratos. Podemos sim, dar o primeiro passo no sentido de terminar com o suicídio dos jovens gays criando uma atmosfera de dignidade e respeito por estas pessoas jovens nas nossas escolas.Espera se que o 50º aniversário do Conselho da Europa, estabelecido no nosso continente para defender e promover os direitos fundamentais, traga a esta instituição a coragem de liderar o caminho para o progresso e para a total cidadania, para todos os europeus, sem discriminação baseada na orientação sexual.Conforme Luiz Mott (2004), pesquisador e especialistas em violência contra homossexuais do Brasil, responsável pelo arquivo de registros de assassinatos do Grupo Gay da Bahia (GGB), nos revela, o número de mortes cresce a cada contagem: cerca de 160 gays, lésbicas, bissexuais e travestis são mortos todos os anos no país, praticamente um a cada três dias.Imagine então o relato do grupo E-Jovem a respeito do suicídio de jovens contabilizando uma taxa de mais de 1000 jovens por ano que se matam por preconceito, uma média de três por dia. Ou seja, se somarmos estes números ao apresentado pelo GGB, temos a trágica marca de 10 jovens gays perdendo a vida a cada três dias.Essa realidade infelizmente, não ocorre só no Brasil. Por todo o mundo, adolescentes e jovens homossexuais são contabilizados como baixas dessa.Para Ribeiro (2006), ao anunciar sua homossexualidade, mais de 50% dos adolescentes receberam uma reação negativa da família. Destes, 66% afirmaram sofrer violência verbal e até física. Mais de 50% dos adolescentes gays afirmaram abusar de substâncias nocivas (cigarros, álcool e drogas) para amenizar esse tipo de mal-estar.Em conclusão a esse a esse assunto, o que se pode perceber, é que: em todo o mundo as vítimas da homofobia, têm um ponto em comum: são em sua maioria do sexo masculino, numa proporção que chega a 6 pra 1. Pesquisa feita pela UNESCO sobre homofobia nas escolas parece apontar para uma explicação: meninos tem muito mais preconceito contra a homossexualidade de outros meninos do que as meninas – e também são muito mais propensos a agredirem seus colegas homossexuais, até mesmo como demonstração de masculinidade, num rito de passagem machista e sexista, que valoriza a discriminação. Para Aquino (2007), os fatores sociais são em geral visos como os que criam os ambientes psicológicos e biológicos. Os fatores sociais são em geral vistos como os que criam os ambientes nos quais os fatores psicológicos predispõem a pessoa ao suicídio.
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Orientação Sexual e Risco de Suicídio

Depois de mais de 20 anos da desclassificação da homossexualidade como patologia mental pela Associação Psiquiátrica Americana, clínicos, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros escolares e outros têm questionado se a experiência de ser homossexual perante uma sociedade estigmatizante não aumenta o desenvolvimento de psicopatologias. Alguns estudos têm mostrado (ainda não com uma consistência firme) que os homossexuais “assumidos” estão mais sujeitos a depressãoabuso de álcool e suicídio que os heterossexuais.
Alguns pesquisadores estão identificando a adolescência como uma fase especialmente vulnerável ao suicídio. A média das pesquisas de tentativa de suicídio entre adolescentes homossexuais ou bissexuais é de 31% variando entre 20 e 39%. Estudos epidemiológicos mostram que entre 18 e 24 anos de idade a tentativa de suicídio entre os homens é de 1,5% e para as mulheres de 3.4%. Entre 25 e 44 anos a taxa é de 4%. Acredita-se segundo esses estudos que a não conformidade com sua condição sexual gera o comportamento de auto-agressão.
A Sociedade Americana de estudos do Suicídio está recomendando fortemente o estudo mais rigoroso e aprofundado das causas do suicídio. Afinal seria de grande utilidade sabermos se assumir a homossexualidade melhora o bem estar mental..
Métodos – O presente estudo é composto por uma amostra de 103 pares de irmãos gêmeos do sexo masculino. Foram identificados os pares em que um dos irmãos manifestou tendência homossexual depois dos 18 anos de idade e o outro irmão não manifestou o mesmo desejo. Foram investigados 4 sintomas básicos: pensamentos sobre a própria morte, desejo de morrer, pensamentos sobre cometer suicídio e tentativa de suicídio.
Resultados – A orientação homossexual está significativamente relacionada aos sintomas ligados ao suicídio, em comparação com os irmãos heterossexuais.

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Adolescentes Homossexuais Sofrem de um Alto Risco de Suicídio

Nova Iorque (Reuters Health, 13 Maio 1999) – De acordo com o relatório de uma equipa de investigadores norte-americanos, as probabilidades dos estudantes do ensino secundário que são gay, lésbica ou bissexual, ou incertos quanto à sua orientação sexual, tentarem cometer suicídio é pelo menos 3 vezes maior em relação aos seus colegas heterossexuais.
Os investigadores dizem que estes resultados poderão ajudar a identificar os adolescentes que estão em risco de cometer suicídio e sugerem que talvez seja importante explorar “os efeitos da marginalização no desenvolvimento e bem-estar dos adolescentes”.
Dr. Robert Garofalo e os seus colegas no Children’s Hospital em Cambridge, Massachusetts, e em The Johns Hopkins School of Hygiene and Public Health em Baltimore, Maryland, utilizaram dados obtidos num inquérito efectuado a mais de 3300 estudantes do ensino secundário, em 1995. Este inquérito, conduzido pelo Centers for Disease Control and Prevention, incluiu perguntas sobre a orientação sexual e tentativas de suicídio.
129 dos estudantes identificaram-se como gay, lésbica, bisexual, ou incertos quanto à sua orientação sexual (GLBN). De acordo com os relatórios na edição de Maio do Archives of Pediatric and Adolescent Medicine, a análise dos dados indica que as probabilidades dos estudantes GLBN terem efectuado tentativas de suicídio no ano anterior é 3.4 vezes maior, em comparação com os estudantes heterossexuais.
Os autores concluíram que “o crescimento dramático das taxas de morte por suicídio na juventude (durante os últimos 50 anos) tornam a identificação dos factores de risco uma questão de saúde pública”. “Uma maior compreensão de quais são os riscos de suicídio ajudam não só na identificação dos jovens mais vulneráveis, mas também na criação de programas eficientes para a prevenção do suicídio na adolescência”.
Numa intrevista dada à Reuters Health, Garofalo procurou chamar a atenção para possíveis interpretações erradas dos resultados do seu trabalho. Garofalo diz : “O mais importante para mim é que, na minha opinião, não há nada de intrinsecamente patológico na juventude gay, lésbica ou bissexual. Nada na homossexualidade per se predispõe os indivíduos para o suicídio… Quando se toma em atenção o isolamento, a marginalização, o desespero e a depressão dos estudantes GLBN, não é uma surpresa que estes declarem um número maior de tentativas de suicídio”. “O que é absolutamente crítico e necessário é dar apoio a estes jovens de um forma aberta e sem qualquer tipo de julgamento “

Fonte: Archives of Pediatric and Adolescent Medicine 1999;153:487-493.

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EQUAÇÃO DA MORTE

– Em 2008, 711 brasileiros entre dez e 19 anos se suicidaram; não há números específicos sobre gays
– Suicídio é a quarta maior causa externa de morte de jovens entre 15 e 19 anos (a primeira é homicídio)
– Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos dez vezes
Fonte: Ministério da Saúde

FATORES INTERLIGADOS
– Pesquisas americanas mostram uma relação entre adolescência, homossexualidade e suicídio
– Jovens gays são de duas a três vezes mais propensos a tentar o suicídio quando comparados a jovens heterossexuais
Fonte: “Gay Male and Lesbian Suicide”, de Paul Gibson

QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA
Sugestões para lidar com o bullying

1. Há situações em que é melhor não mencionar que você é gay. Se você pressente uma reação negativa, avalie se vale a pena se abrir
2. Em caso de bullying na escola, procure o diretor ou um professor. Denuncie a discriminação. É difícil, mas necessário
3. Ser gay não é bom nem ruim. Não determina caráter.
4 O autopreconceito pode ser pior do que o preconceito dos outros
5 Amigos devem acolher, compreender, aceitar e respeitar sua sexualidade
Fontes: André Fischer (do portal Mix Brasil, Miguel Perosa (professor de psicologia da PUC-SP, e Alexandre Saadeh (psiquiatra do Hospital das Clínicas)

ÓDIO NA ESCOLA
Alunos concordam com as seguintes afirmações:

26,6%
“Eu não aceito a homossexualidade”

25,2%
“Pessoas homossexuais não são confiáveis”

23,2%
“A homossexualidade é uma doença”

21,1%
“Os alunos homossexuais não são alunos normais”

17,6%
“Os alunos homossexuais deveriam estudar em salas separadas”

p*tagline).
Fontes: Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em estudo de maio de 2009 realizado em 500 escolas públicas brasileiras

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Psiquiatria e Psicologia

Gays e bissexuais mais expostos ao suicídio que heterossexuais

04/03/2005
Os homens gays e bissexuais estão mais expostos a cometer uma tentativa de suicídio que os heterossexuais, segundo os resultados de um estudo epidemiológico realizado na França entre 1998 e 2003 publicados nesta sexta-feira.
As possibilidades de tentar terminar com sua vida são treze vezes maiores para os homossexuais e bissexuais que para o restante da população de sua mesma idade e condição social, indicam os dados preliminares divulgados pelo jornal Libération.O relatório revela além disso que um de cada três indivíduos que comete uma tentativa de suicídio é homossexual ou bissexual.Além disso, os gays e bissexuais com antecedentes de tentativas de suicídio mal se protegem nas relações sexuais com parceiros desconhecidos.

A tendência ao suicídio neste setor da população não está vinculada a fatores geográficos, sócio-profissionais ou ao fato de viverem sós ou em família, mas a fatores psicosociaies, como “a homofobia que provoca uma péssima estima pessoal”, segundo Marc Shelly, médico de saúde pública do Hospital Fernad-Vidal de Paris e um dos autores.

Nos casos de suicídio, segunda causa de mortalidade na França depois dos acidentes de trânsito entre os 15 e os 34 anos, é necessário que psiquiatras atualizem seus procedimentos.

Efetuado sobre 933 homens de 16 a 39 anos, o relatório foi elaborado por pesquisadores independentes franceses sob a supervisão do Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica (INSERM).

Os poderes públicos devem “acabar com sua apatia ante a amplitude do suicídio de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais”, assegura no jornal o porta-voz de federação francesa de centros de gays e lésbicas (CGL), David Auerbach, para quem “o relatório confirma o que vivemos a cada dia”.

“Se extrapolarmos os resultados, podemos considerar que a metade dos jovens suicidas são homossexuais ou questionam sua orientação sexual”, acrescenta, ao destacar que “o suicídio não está vinculado à homossexualidade, mas à homofobia e é preciso fazer campanhas de prevenção”.

Agência EFE

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Suicídio de jovens homossexuais e o papel da Psicologia

10 de maio de 2011

Por Adé Diversidade | Envie esta matéria por e-mail Envie esta matéria por e-mail

Pesquisa divulgada em Nova Iorque, em 18/04/2011, indica que o número de jovens homossexuais que se suicidam é cinco vezes maior que o número de jovens heterossexuais. É um grande sinal de alerta para se pensar em políticas públicas que promovam melhorias nas condições de vida de um grupo vulnerável socialmente. Diante deste grave problema social, é importante pensarmos como a psicologia pode colaborar para mudar essa situação. Primeiro é preciso deixar claro que a homossexualidade não é uma doença ou transtorno mental que motive o suicídio ou qualquer outra violência contra si mesmo. É importante  ressaltar que, desde 1999, o Conselho Federal de Psicologia proíbe qualquer ação de psicólogos que possam colaborar com uma representação da homossexualidade como doença ou anormalidade, bem como realizar terapias para mudança de identidade sexual. Se você ouviu, presenciou ou sabe de algum psicólogo que, na prática profissional, considera a homossexualidade como transtorno e propõe cura, denuncie ao Conselho Federal de Psicologia.
Para a psiquiatria, a homossexualidade não é doença, mas quando é experiênciada como sofrimento, seguida de sentimentos, impulsos, atitudes e comportamentos que contrariam a própria pessoa, lhe é atribuída um transtorno egodistônico.  Dessa forma, a psicoterapia não tem por objetivo mudar a orientação sexual do indivíduo, mas ajudá-lo a lidar com sua sexualidade, se refazer enquanto sujeito sexual.
Alguns psicólogos, sobretudo os evangélicos, acreditam que a psicoterapia deve curar a homossexualidade, quanto o sujeito tem uma queixa de sofrimento. Mas se um indivíduo chegasse até um psicólogo com uma queixa de sofrimento por racismo, o profissional deveria ajudar o paciente a mudar de cor, ou lidar com estas questões que não são pessoais, e sim sociais? O próprio conceito de transtorno egodistônico é questionável, pois o fato do  sujeito não aceitar seu desejo não diz respeito somente a ele, mas a todo um sistema social que exige determinada forma de sexualidade e condena outras. Só deveríamos considerar egodistônico um sujeito que vivencia uma sexualidade valorizada socialmente, mas mesmo assim a rejeita e sofre pelo fato do seu desejo corresponder ao que é esperado dele, o que, até onde sei, não ocorre em nossa sociedade.É bom deixar claro que não existe um “sofrimento homossexual”, assim como  não existe um psiquismo homossexual. Não há uma essência psicológica homossexual que seja oposta a uma psique heterossexual. Quero dizer com isso que heterossexuais e homossexuais não são opostos, e se os homossexuais têm uma vivência ampliada de sofrimento, isso não faz parte de uma suposta natureza humana. A natureza desse sofrimento é consequência de um sistema político em que a heterossexualidade é considerada uma experiência obrigatória, natural, saudável e louvável, enquanto a homossexualidade é considerada desvio ou anormalidade. Essa naturalização da sexualidade tem consequências, pois primeiro o sujeito aprende que a homossexualidade é anormal para depois sedeparar com o seu desejo.

É preciso ressaltar também que a personalidade é construída a partir da relação com o outro, necessariamente a partir de um ideal, que em nossa  sociedade é um ideal heterossexual. Todas as referências positivas fazem parte da identidade heterossexual, enquanto todos os referenciais negativos são relegados à homossexualidade. Essa moral dualística faz com que os jovens, ao construírem sua personalidade, identifiquem na heterossexualidade aquilo que devem ser e, no desejo pelo mesmo sexo, uma impossibilidade de realizar esta idealização.

Quando há alguma proposta de positivar a homossexualidade, surge também à acusação de promover a experiência gay, como se a exigência simbólica da  heterossexualidade não matasse tanta gente, mesmo assim, essa exigência é promovida na mídia, nas escolas, nas religiões e na família. A ideia de uma representação positiva da homossexualidade é também complexa, pois termina dividindo os homossexuais entre os que se adequam ao modelo de normalidade e os mais subversivos, que terminam sendo rejeitados pelos próprios homossexuais, o que impossibilita uma experiência de solidariedade e diminui o suporte social.

Essas políticas identitárias que visam promover a homossexualidade a um  status de igualdade podem ser eficazes na redução de danos mas, se quisermos resolver o problema de fato, precisaremos descontruir a ideia de heterossexualidade como natural, de homossexualidade como oposição e, mais ainda,  de que as identidades sexuais se resumem a duas posições opostas.

Alguns psicanalistas já advertiram do engano de considerar as identidades como algo da natureza. Jurandir Freire Costa já problematizou que a identidade é um efeito da linguagem que oferece duas únicas possibilidades aos sujeitos, e sugeriu que a palavra homossexual fosse retirada da prática clínica, pois ela não diz o que o sujeito é. Paulo Roberto Ceccarelli acrescenta que a homossexualidade é um artefato classificatório patologizado, enquanto  Contardo Calligaris adverte sobre a impossibilidade de escapar de toda montagem imaginária e negativa que carrega a palavra homossexual.

Assim, enquanto os psicólogos devotarem todos seus esforços à psicoterapia para resolução desse problema, a psicologia pouco poderá contribuir para eliminar o suicídio de jovens homossexuais.  É trabalho de bombeiro – apagar as chamas! É preciso uma posição mais política, que os psicólogos sociais têm reclamado estar ausente da psicologia, e que está para além da clínica, embora possamos combinar as duas coisas. Enquanto o modelo de sociedade que está alicerçado numa heterossexualidade como norma ou como vivência privilegiada não for questionado, essa mudança não será efetiva. Campanhas como: “eu sou gay”, “ser gay não é errado” podem ser muito  positivas, mas, se não questionarmos os processos sociais que tornam as pessoas normais ou anormais, sadias ou patológicas, os suicídios continuarão acontecendo, não por conta dos sujeitos, mas na conta de um sistema social. Não adianta tentar inserir os sujeitos dentro das normas hegemônicas, é preciso questionar as normas se, de fato, desejarmos um mundo melhor e mais justo.
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 Espero, que estas fotos, fiquem gravadas na sua mente e que elas sejam o reflexo da memorização e do pensamento HOMOFOBIA! Todas estas crianças, adolescentes, adultos foram assassinadas direta e indiretamente, uns pela violência física direta, outros pela violência psicológica! Pense! Pense!

 

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Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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