Homofobia Basta!

Teologia Inclusiva

Por Bruno Lima,

Essa carta aberta tem como objetivo trazer a tona o tema: Homossexualidade e Cristianismo, tomando como base a ciência e a Teologia Inclusiva. Não podemos permitir que o preconceito se perpetue. A ignorância e a intolerância devem deixar de existir e dar lugar ao esclarecimento.Todos nós devemos buscar os fatos por trás das realidades dadas, assim, estaremos comprometidos eticamente com a construção de um mundo melhor, mais igualitário e justo.

Vivemos num Estado laico, ou seja, o âmbito CIVIL não pode nem deve sofrer influências da religião. Geralmente verificamos que os argumentos utilizados para condenar a homossexualidade retratam um preconceito religioso, ou seja, se baseiam na religião para condenar os homossexuais.

A religião não pode em nenhuma hipótese servir como parâmetro para condenação dos homossexuais nos espaço civil. A sociedade deve aprovar o casamento gay, a adoção de filhos por casais homossexuais, independentemente do que a religião diz, pois a mesma não pode influenciar nas decisões políticas e civis de um Estado laico. Os homossexuais constituem grande parte da sociedade Brasileira, são cidadãos que votam, pagam impostos e deveriam ter os seus direitos civis assegurados. O poder legislativo deveria tomar como base para suas decisões o que a ciência diz, pois nela está o pensamento comprovado, legitimado, aprovado, experimentado. Cientistas dos mais diversos campos são unânimes em afirmar que a homossexualidade é natural ao homem, que é normal e deve ser aceita. 

    No campo religioso algumas igrejas Protestantes e Evangélicas já voltaram os seus olhares para o fato de que os homossexuais devem ser aceitos. Temos como exemplos as igrejas americanas: Presbiteriana, Anglicana, Episcopal, Batistas do Sul, ICM; No Brasil verificamos as igrejas: Contemporânea (com sede no RJ), Comunidade Cristã Nova Esperança – CCNE (com sede em SP, Natal, São Luís, Fortaleza), Igreja Para Todos, entre outras. São os defensores da denominada Teologia Inclusiva. Corrente que deveria ser estudada por todo cristão nato, genuíno, comprometido com o Reino de Deus e a ética cristã.    

A teologia inclusiva faz um estudo através do contexto histórico crítico, aprofundado e minucioso, dos textos Bíblicos utilizados para condenar os homossexuais, e, consegue provar de formar ímpar que Deus aceita os homossexuais e que a Bíblia não os condena. Em língua portuguesa ainda são poucos os livros de Teologia Inclusiva, entre eles podemos citar dois “bestsellers”: Homossexuais e Ética Cristã, do padre Bernardino Leers e José Antonio Trasferetti, ambos doutores em teologia, e, O Que A Bíblia Realmente Diz Sobre A Homossexualidade, de Daniel A. Helminiak.     

De acordo com a Teologia da Inclusão, nenhum versículo Bíblico deve ser lido sem o seu contexto crítico histórico. A regra de ouro da Hermenêutica é que qualquer passagem bíblica deve ser vista e mantida dentro de seu próprio contexto. Tomemos como exemplo uma notória forma de como tirar passagens bíblicas de seu contexto: Mateus 27:5 “… retirou-se e foi se enforcar”, Lucas 10:37 nos fala que Jesus disse: “…Vai, e faze da mesma maneira”, lendo ao pé da letra poderíamos dizer que as passagens Bíblicas estariam incentivando o suicídio. Levítico 25:44 declara que se pode possuir escravos ou escravas desde que tenham sido comprados em um dos países vizinhos, lendo de forma fundamentalista poderíamos dizer que a Bíblia aprova a escravidão. Em Corintios o apostolo Paulo relata que mulheres devem ficar caladas na igreja, literalmente poderia  afirmar que as Mulheres não podem falar nas igrejas, e, existem também as passagens Bíblicas que utilizam para condenar os homossexuais! O fato é, será que é isto mesmo que a Bíblia realmente quis dizer? Os teólogos inclusivos afirmam que não, toda via, para explicar com clareza é preciso se fundamentar nos aprofundados e longos estudos da Teologia Inclusiva. Estudos básicos podem ser encontrados em http://www.ccne.org.br e http://www.igrejacontemporanea.com.br

É demasiadamente trágico que uma Igreja Cristã e a própria sociedade exclua os homossexuais, não há base científica para tal. É necessário que as religiões cristãs dialoguem sobre o tema, que ouçam a voz dos excluídos e de seus defensores: “É preciso que troquemos o preconceito pela aceitação, pelo acolhimento de todos independente de raça, cor, sexo, idade ou orientação sexual”, está é a bandeira dos teólogos da Teologia Inclusiva. Além do mais precisamos seguir o exemplo de Cristo, Ele ama a cada um, e, de modo algum faz acepção de pessoas ou lança fora aqueles que o confessam como Senhor de suas vidas. 

Nasce uma esperança, uma luz no fim do túnel, para todos que são homossexuais e desejam ser cristãos! Nas Igrejas Inclusivas é possível servir a Cristo independentemente da orientação sexual.

Fonte: http://www.gostodeler.com.br/materia/6489/_possivel_ser_gay_e_cristao.html

1 Response to "Teologia Inclusiva"

Meu caro Bruno Lima, bem postado o assunto, entretanto vale lembrar que até no mundo animal a “homossexualidade” se que é que podemos estereotipar um relacionamento homoafetivo ou qualquer outro tipo de ralacionar-se.
Complemento seu assunto mostrando que em nada procede as atitudes discriminatórias com relação a esse ou qualquer outra forma de VIVER e sou contra a qualquer tipo de preconceito…
Veja esse artigo abaixo:

Homossexualidade no reino animal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Machos da espécie Pato-real se relacionando.

A homossexualidade no reino animal, ainda que não remeta diretamente à homossexualidade em seres humanos, referencia o comportamento sexual humano na medida em que os humanos não deixam de ser primatas, e assim compartilham uma série de comportamentos nalguma medida análogos aos de outros grandes primatas, por exemplo, tal como descritos no livro Macacos, escrito pelo médico brasileiro Drauzio Varella.

O tema é também um contraponto à expressão contra-natura utilizada para referenciar actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo no passado, sendo menos usual hoje em dia.
[editar] “Outros Animais”

A fim de relatar o comportamento homossexual nos outros animais, o Museu de História Natural de Oslo, na Noruega, apresentou em 2006 a primeira exposição dedicada a “animais gays”, que foi chamada de “Against Nature”, exibindo cerca de 500 espécies que existem relatos de comportamento homossexual de um universo de 1.500 relatos, desde mamíferos e insetos até crustáceos. Nos pássaros australianos Galahs (Roseate Cockatoo), por exemplo, cerca de 44% dos pares são formados por indivíduos do mesmo sexo. Além desses, há registros bem mais antigos, como os de Aristóteles, que fez menção a hienas lésbicas.

Em entrevista à Revista da Folha, o coordenador da mostra Geir Söli disse que “a idéia surgiu depois de analisarmos o livro do biólogo Bruce Bagemihl, ‘Biological Exuberance: Animal Homosexuality and Natural Diversity’, no qual ele descreve cientificamente a homossexualidade de muitas espécies animais. Acreditamos que essa seja uma forma de contribuir socialmente para a discussão de um tema que ainda causa tanta polêmica”.

Um estudo publicado pelo periódico “Trends in Ecology and Evolution” concluiu a importância do comportamento homossexual para a evolução de muitas espécies animais, como entre as fêmeas do albatroz-de-laysan (Phoebastria immutabilis), do Havaí, que se unem a outras fêmeas para criar os filhotes, especialmente na escassez de machos, tendo mais sucesso que as fêmeas solteiras. O estudo conclui que a homossexualidade ajudou as espécies de diferentes maneiras ao longo da evolução.[1][2]…

Finalizo parabenizando-o pelo artigo e lhe dizendo que ” a mesma rocha que bloqueia o caminho poderá funcionar como um degrau…
E seja sincero em sua busca. Faça tudo por ela.
Ela é a sede de conhecer o original através do reflexo que o torna digno do que possa ser final, se é que existe o final…”

Fica na paz do eu…
Sou grato!

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Ativista dos Direitos Humanos (Principalmente LGBTs ); Teólogo;Homeopata; Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana, Filosofia, Sociologia;Blogueiro.

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